Filhas de Janaína, morta a facadas pelo ex, choram e chamam pela mãe

Stefanno Jesus Souza de Amorim, 21 anos, acusado do homicídio e pai das crianças, ainda continua foragido

Rafaela Felicciano/MetrópolesRafaela Felicciano/Metrópoles

atualizado 17/07/2018 16:38

As filhas de Janaína Romão Lúcio, 30 anos, viram a mãe ser assassinada pelo próprio pai, no fim da tarde de sábado (14/7). Desde o crime, as meninas, de 2 e 4 anos, não param de chamar pela mãe. De acordo com familiares, as crianças também choram, especialmente à noite. Stefanno Jesus Souza de Amorim, 21, acusado do homicídio, ainda continua foragido.

Na manhã dessa segunda (16), pouco antes de Janaína ser enterrada, o rapaz telefonou para os parentes da funcionária terceirizada do Ministério dos Direitos Humanos. Em tom ameaçador, disse que queria ficar com as crianças. “Apenas as meninas”, frisou.

Janaína foi assassinada com cinco facadas, no peito e nas costas. O crime ocorreu no condomínio Porto Rico, em Santa Maria. No meio da tarde de sábado (14), Stefanno ligou para a ex-companheira e disse que gostaria de ver as filhas. A vítima pediu que o tio dele fosse buscá-las na residência dos pais dela, em Santa Maria. Mais tarde, o rapaz telefonou para a mãe das crianças e ameaçou matar as meninas. Com isso, Janaína correu para o barraco onde o homem estava morando. Lá, foi morta.

 

Para a família e a própria polícia, o crime foi premeditado. Stefanno atraiu Janaína até a morte. De acordo com delegado-chefe adjunto da 33ª DP, Alberto Rodrigues, há 20 dias, o acusado ameaçou a ex-mulher: “Vou matar você, as crianças, e depois me matar”.

O plano, segundo o investigador, pode ter sido interrompido por um tio do suspeito. O homem chegou na hora em que o acusado tinha esfaqueado Janaína. Ele ainda entrou em luta corporal com o sobrinho e conseguiu desarmá-lo.

Janaína registrou duas ocorrências de violência doméstica contra Stefanno, em 2014 e 2017. O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) confirmou a solicitação de duas medidas protetivas feitas pela jovem, para que o ex-companheiro ficasse distante dela. Nos dois casos, a própria vítima retirou os pedidos e os processos foram arquivados.

O rapaz é considerado de alta periculosidade, até mesmo por policiais. Stefanno tem ao menos 15 ocorrências. Entre elas, uma por homicídio, em Santa Maria.

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