Investigação de ataque orquestrado a ônibus fica com DP especializada
As investigações estavam com as delegacias das regiões onde ocorreram os ataques, mas acabou sendo centralizada
atualizado
Compartilhar notícia

A investigação sobre os ataques simultâneos contra 57 ônibus da empresa Urbi, ocorridos em 15 de janeiro, nas regiões de Taguatinga, Recantos das Emas, Ceilândia e Samambaia (DF), foram centralizadas.
O Metrópoles apurou que as diligências estão a cargo da Coordenação de Repressão aos Crimes Patrimoniais da Polícia Civil do Distrito Federal (Corpatri/PCDF).
Inicialmente, as investigações estavam com as delegacias das regiões administrativas onde ocorreram os ataques, mas havia a possibilidade de transferência, o que acabou se confirmando.
Até o momento, nenhuma prisão de suspeitos foi confirmada.
Identificados
No dia seguinte aos ataques, o secretário Zeno Gonçalves garantiu que alguns dos autores dos ataques já foram identificados pelas câmeras de segurança.
“Temos as imagens das câmeras dos veículos e os dados de GPS, com a localização exata de quando ocorreram os ataques. Já identificamos alguns desses criminosos e, com essas informações e o monitoramento de algumas postagens em redes sociais, conseguiremos identificar e prender todos eles”, reforçou.
Entenda
- Ao menos 57 ônibus da empresa Urbi Mobilidade Urbana foram atacados na noite do dia 15 de janeiro;
- O ataque orquestrado aconteceu em diferentes regiões do Distrito Federal, como Taguatinga, Recantos das Emas, Ceilândia e Samambaia;
- Os rodoviários foram às unidades policiais fazer boletim de ocorrência depois que os veículos foram atacados com pedras, bolinhas de gude e outros objetos;
- Sete pessoas, entre passageiros e profissionais, tiveram ferimentos leves com os ataques;
- A empresa diz que não houve demissão em massa e apenas três funcionários foram desligados;
- Até o momento, ninguém foi preso. A PCDF investiga o caso.
Zeno acredita que os ataques podem ter sido motivados por demissões de funcionários da Urbi e também por brigas dentro do sindicato dos rodoviários.
A hipótese do secretário é uma das linhas de investigação PCDF. O sindicato dos rodoviários, no entanto, nega que haja relação e, em nota, repudiou os ataques.
Todos os ônibus atingidos voltaram a rodar e não houve impacto no itinerário dos ônibus no dia seguinte aos ataques, segundo a Urbi.








