Indiciado por tráfico de animais, Pedro Krambreck congelava ratos em casa

Camundongos eram colocados depois em banho maria e serviam de alimento para cobras criadas pelo estudante de veterinária

atualizado 13/08/2020 13:28

Em mais uma fase da Operação Snake, PCDF estudante picado por NajaHugo Barreto/Metrópoles

Indiciado pela Polícia Civil do DF, Pedro Henrique Santos Krambeck Lehmkuhl (foto em destaque), 22 anos, congelava camundongos no freezer. “Para alimentar as cobras, são necessários ratos, que são oferecidos vivos ou mortos. Mortos, eles precisam estar congelados. Quem tem esses animais em casa geralmente os mantêm no congelador e depois descongela em banho maria. Na residência desse rapaz (no Guará), tinha uma série de camundongos congelados no freezer”, disse o delegado Willian Ricardo, da 14ª DP (Gama).

Além de Pedro, o padrasto e a mãe dele também foram indiciados pela Polícia Civil na investigação que apurou tráfico de animais no Distrito Federal. De acordo com os policiais que trabalharam no caso, o estudante de veterinária, que traficava animais desde 2017, chegou a ter 22 serpentes, entre elas, a Naja, que o picou. O local em que ele criava ficou pequeno e Pedro passou a contar com ajuda de amigos, segundo a PCDF. Assim, uma organização criminosa se formou, ainda de acordo com as investigações.

Após o Caso Naja, os policiais civis deflagraram uma operação nesta quinta-feira (13/8) e apreenderam uma anaconda em Águas Lindas (GO), no Entorno do DF, conforme o Metrópoles revelou.

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Ao todo, 11 pessoas foram indiciadas. Pedro Krambeck vai responder por tráfico animais silvestres, maus-tratos e associação criminosa. A mãe dele, Rose Meire dos Santos Lehmkuhl, por tráfico de animais, associação criminosa e maus-tratos. O padrasto de Pedro, o coronel da Polícia Militar do DF Eduardo Condi, também foi indiciado por tráfico de animais silvestres, maus-tratos, fraude processual, associação criminosa, corrupção de menores e ainda pelo fato de dificultar ação fiscalizatória do Ibama, multiplicado por 22, uma para cada animal apreendido.

“Ele (coronel da PM) permitiu que a residência virasse cativeiro. A atividade era liderada é capitaneada pelo rapaz (Pedro) com o suporte da mãe e do padrasto. A criação de camundongos ficava na área de serviço da casa”, ressaltou o delegado Willian Ricardo. O policial disse ainda que todos tinham ciência do crime e fizeram registros, vídeos, fotos no WhatsApp.

“Têm fotos e vídeos da mãe alimentando os animais e cuidando dos camundongos (que serviam de alimento para as serpentes). O material colhido é extenso no sentido de que ela aderiu ao tráfico de animais. Forneceu o cativeiro e ajudou nos cuidados dessas cobras”, assinalou o delegado, durante coletiva de imprensa nesta quinta-feira (13/8).

Ainda segundo o delegado, a associação criminosa foi montada dentro do curso de veterinária por Pedro e outros integrantes, entre eles, o amigo Gabriel Ribeiro. A PCDF encontrou inclusive uma rifa de um Geko (lagartinho) entre os estudantes.

Vejam quem foi indiciado:

  • Pedro Henrique Santos Krambeck Lehmkuhl: tráfico de animais, associação criminosa e exercício ilegal da medicina.
  • Rose Meire dos Santos Lehmkuhl: fraude processual, corrupção de menores, tráfico de animais, maus-tratos e associação criminosa.
  • Clovis Eduardo condi: tráfico de animais, fraude processual, maus-tratos e associação criminosa.
  • Gabriel Ribeiro: posse ilegal de animal silvestre, maus-tratos, fraude processual e corrupção de menores
  • Julia Vieira: posse ilegal de animal silvestre e corrupção de menores
  • Fabiana Sperb Volkweis: fraude processual
  • Raynner Leyf: posse ilegal, fraude processual e associação criminosa
  • Major Joaquim Elias: prevaricação, fraude processual, associação criminosa, coação no curso do processo.
  • Silvia Queiroz: fraude processual
  • Luiz Gabriel: favorecimento real
  • Gabriel Moraes: associação criminosa e maus-tratos

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