Caso Naja: PCDF conclui inquérito que apura tráfico de animais exóticos

Os detalhes da investigação serão relevados em coletiva de imprensa na Direção-Geral da PCDF, na manhã desta quinta-feira (13/8)

atualizado 12/08/2020 18:37

Naja no Zoo de BrasíliaIvan Mattos/ Zoológico de Brasília

A Polícia Civil do DF (PCDF) concluiu as investigações que apuram o suposto tráfico de animais exóticos no Distrito Federal. O inquérito conduzido pela 14ª Delegacia de Polícia (Gama) tem como principal alvo o estudante de veterinária Pedro Henrique Santos Krambeck Lehmkuhl, 22 anos, picado por uma cobra Naja kaouthia criada clandestinamente em sua casa, no Guará.

Ele é suspeito de fazer parte de uma organização criminosa que trazia animais exóticos ilegalmente para o país. O jovem chegou a ser preso, mas solto após seus advogados conseguirem um habeas corpus.

Os detalhes do caso serão relevados em coletiva de imprensa na Direção-Geral da PCDF, na manhã desta quinta-feira (13/8).

Ao Metrópoles, a mãe de Pedro, Rose Meire dos Santos Lehmkuhl, que também é investigada, disse desconhecer o teor do inquérito policial e que consultaria os advogados antes de se pronunciar.

Segundo a PCDF, a partir dos elementos colhidos, foi possível verificar, pela grande quantidade de animais apreendidos, que “Pedro Henrique é traficante de animais silvestres e não mero colecionador”.

A afirmação é corroborada por mensagens de texto trocadas entre o jovem e a mãe dele. Em uma delas, o universitário passava pela cidade de Ibotirama (BA) e trazia consigo uma cobra. Ele também mantinha contatos de outros traficantes de animais.

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A suspeita é que Pedro tenha sido trazido a Naja kaouthia que criava como animal de estimação para o Distrito Federal a partir de uma licença irregular emitida por uma servidora do próprio Ibama, que já foi afastada do cargo.

Nesta quarta-feira (12/8) a Naja e uma Víbora-verde que foram apreendidas no DF e estavam no Zoológico de Brasília chegaram ao Instituto Butantan, em São Paulo.

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