Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Distrito Federal

Delegado sobre mãe e PM padrasto de Pedro Krambeck: "Casa virou cativeiro"

Eduardo Condi foi indiciado, entre outros crimes, por tráfico de animais, maus-tratos, fraude processual e associação criminosa

Mirelle Pinheiro13/08/2020 11:45, atualizado 13/08/2020 18:45
Compartilhar notícia
Reprodução
Clovis Eduardo Condi

Além de Pedro Henrique Santos Krambeck Lehmkuhl, 22 anos, o padrasto e a mãe dele foram indiciados pela Polícia Civil na investigação que apurou tráfico de animais no Distrito Federal. De acordo com os policiais que trabalharam no caso, o estudante de veterinária chegou a ter 22 serpentes, entre elas, a Naja que o picou. O local em que ele criava as cobras, no Guará, ficou pequeno e Pedro passou a contar com a ajuda de amigos, segundo a PCDF. Assim, uma organização criminosa se formou, ainda de acordo com as investigações.

Ao todo, 11 pessoas foram indiciadas. Pedro Krambeck vai responder por tráfico de animais silvestres, maus-tratos e associação criminosa. A mãe dele, Rose Meire dos Santos Lehmkuhl, por tráfico de animais, associação criminosa e maus-tratos.

O padrasto de Pedro, o coronel da Polícia Militar do DF Eduardo Condi (foto em destaque), também foi indiciado por tráfico de animais silvestres, maus-tratos, fraude processual, associação criminosa, corrupção de menores e ainda pelo fato de dificultar ação fiscalizatória do Ibama, multiplicado por 22, uma para cada animal apreendido.

“Ele (coronel da PM) permitiu que a residência virasse cativeiro. A atividade era liderada é capitaneada pelo rapaz (Pedro) com o suporte da mãe e do padrasto. A criação de camundongos ficava na área de serviço da casa”, ressaltou o delegado Willian Ricardo, da 14ª DP (Gama). O policial disse ainda que todos tinham ciência do crime e fizeram registros, vídeos e fotos, no WhatsApp.

“Tem fotos e vídeos da mãe alimentando os animais e cuidando dos camundongos (que serviam de alimento para as serpentes). O material colhido é extenso no sentido de que ela aderiu ao tráfico de animais. Forneceu o cativeiro e ajudou nos cuidados dessas cobras”, assinalou o delegado, durante coletiva de imprensa nesta quinta-feira (13/8).

Delegado sobre mãe e PM padrasto de Pedro Krambeck: “Casa virou cativeiro” - destaque galeria
18 imagens
Na ocasião, ele estava no apartamento onde mora com a mãe e o padrasto, no Guará
O estudante de veterinária foi picado pela Naja que criava ilegamente
O rapaz chegou a ficar em coma após a picada da serpente
Nas redes sociais, ele ostentava fotos com diversos tipos de animais silvestres
A polícia investiga a suspeita de que o rapaz tenha envolvimento com o tráfico de animais no DF
Pedro Krambeck chegou a ser preso pela Polícia Civil do DF
1 de 18

Pedro Krambeck chegou a ser preso pela Polícia Civil do DF

Rafaela Felicciano/Metrópoles
Na ocasião, ele estava no apartamento onde mora com a mãe e o padrasto, no Guará
2 de 18

Na ocasião, ele estava no apartamento onde mora com a mãe e o padrasto, no Guará

Rafaela Felicciano/Metrópoles
O estudante de veterinária foi picado pela Naja que criava ilegamente
3 de 18

O estudante de veterinária foi picado pela Naja que criava ilegamente

Foto: Reprodução
O rapaz chegou a ficar em coma após a picada da serpente
4 de 18

O rapaz chegou a ficar em coma após a picada da serpente

Reprodução
Nas redes sociais, ele ostentava fotos com diversos tipos de animais silvestres
5 de 18

Nas redes sociais, ele ostentava fotos com diversos tipos de animais silvestres

Arquivo/Metrópoles
A polícia investiga a suspeita de que o rapaz tenha envolvimento com o tráfico de animais no DF
6 de 18

A polícia investiga a suspeita de que o rapaz tenha envolvimento com o tráfico de animais no DF

Arquivo/Metrópoles
Pedro foi detido no apartamento onde mora no Guará
7 de 18

Pedro foi detido no apartamento onde mora no Guará

Arquivo/Metrópoles
Policiais na casa de Pedro na manhã do dia 29 de julho
8 de 18

Policiais na casa de Pedro na manhã do dia 29 de julho

Rafaela Felicciano/Metrópoles
No Brasil, não há Najas, logo, o soro que combate o veneno desse tipo de serpente é raro
9 de 18

No Brasil, não há Najas, logo, o soro que combate o veneno desse tipo de serpente é raro

Material Cedido ao Metrópoles
Ela costuma viver em regiões da África e da Ásia
10 de 18

Ela costuma viver em regiões da África e da Ásia

Material Cedido ao Metrópoles
A Naja não é uma cobra típica do Brasil
11 de 18

A Naja não é uma cobra típica do Brasil

Foto: Reprodução
Zoológico de Brasília fez ensaio fotográfico com cobra que picou estudante
12 de 18

Zoológico de Brasília fez ensaio fotográfico com cobra que picou estudante

Ivan Mattos/Zoológico de Brasília/Reprodução
Brasil não tem soro para o animal
13 de 18

Brasil não tem soro para o animal

Ivan Mattos/Zoológico de Brasília/Reprodução
A serpente não é natural de nenhum habitat brasileiro
14 de 18

A serpente não é natural de nenhum habitat brasileiro

Ivan Mattos/Zoológico de Brasília/Reprodução
Delegado sobre mãe e PM padrasto de Pedro Krambeck: “Casa virou cativeiro” - imagem 15
15 de 18

Ivan Mattos/ Zoológico de Brasília
A Naja foi transferida para o Butantan, em SP
16 de 18

A Naja foi transferida para o Butantan, em SP

Ivan Mattos/Zoológico de Brasília/Reprodução
No Zoo de Brasília, serpente ganhou espaço próprio para sua espécie
17 de 18

No Zoo de Brasília, serpente ganhou espaço próprio para sua espécie

Ivan Mattos/Zoológico de Brasília/Reprodução
Delegado sobre mãe e PM padrasto de Pedro Krambeck: “Casa virou cativeiro” - imagem 18
18 de 18

Ivan Mattos/ Zoológico de Brasília

Ainda segundo o delegado, a associação criminosa foi montada dentro do curso de veterinária por Pedro e outros integrantes, entre eles, o amigo Gabriel Ribeiro. A PCDF encontrou inclusive uma rifa de um Geko (lagartinho) entre os estudantes.

Receba no seu email as notícias de Metrópoles DF

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters