Iges apura morte de homem à espera de atendimento no Hospital de Base
Rodrigo Resende Prado, de 46 anos, morreu nesse domingo (12/7) após ter um mal súbito na entrada do hospital

O Instituto de Gestão Estratégica do DF (Iges-DF) instaurou uma apuração interna para analisar todas as circunstâncias que levaram a morte de Rodrigo Resende Prado, de 46 anos, enquanto ele aguardava por atendimento no pronto-socorro do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), nesse domingo (12/7).
Em nota, o instituto lamentou a morte de Rodrigo e informou que o paciente chegou a ser levado para a sala vermelha, mas não resistiu. Segundo o Iges-DF, ele procurou atendimento na recepção e, em seguida, passou mal na área externa do hospital.
“Tão logo soube do mal-estar do paciente, a equipe assistencial foi imediatamente acionada e iniciou as manobras de reanimação cardiopulmonar (RCP). Toda a assistência prestada seguiu os protocolos técnicos estabelecidos para situação de emergência. Apesar da atuação imediata da equipe multiprofissional e da adoção de todas as medidas terapêuticas indicadas, o paciente não respondeu às manobras de reanimação e evoluiu a óbito”, destacou o Iges-DF.
O instituto, no entanto, não confirmou se Rodrigo tinha alguma doença preexistente.
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Ver todasImagens obtidas pelo Metrópoles (assista acima) mostram duas servidoras realizando manobras de reanimação em Rodrigo na entrada do Hospital de Base.
- Segundo relatos, ele chegou à unidade pedindo atendimento, mas passou mal e caiu no chão antes de ser atendido.
- Uma equipe de apoio do hospital tentou reanimar o homem com massagem cardíaca, mas ele não resistiu. No vídeo, é possível ouvir a irmã de Rodrigo suplicando por atendimento. “Socorre meu irmão, gente”, clama a mulher.
“Desumano”
Uma familiar de Rodrigo, que é enfermeira, também se manifestou nas redes sociais sobre o caso. No relato, ela afirmou que presenciar a morte do homem na porta de um hospital público foi “desumano” e criticou a falta de estrutura e de profissionais na rede de saúde.
“Rodrigo não recebeu atendimento a tempo. Foi preciso que terceiros iniciassem as manobras de reanimação. A pergunta que fica é: até quando? Até quando a saúde pública continuará funcionando com equipes insuficientes e profissionais sobrecarregados?”, escreveu.
A familiar também defendeu que a saúde pública seja tratada como prioridade. “Nenhuma pessoa deveria perder a chance de ser atendida por falta de estrutura ou de profissionais […] Saúde não é favor, é um direito. E vidas não podem esperar“, concluiu.



