Hotel que será implodido foi cracolândia vertical e alvo de operações

Torre Palace acumulou decisões judiciais, protestos, ocupações e ações da Polícia Militar do DF ao longo dos últimos anos

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1 de 1 operacao-torre-palace-8 - Foto: Michael Melo/Metrópoles

O icônico Torre Palace Hotel, localizado no Setor Hoteleiro Norte e que será implodido em janeiro de 2026, tornou-se símbolo de abandono e  de sucessivas crises envolvendo ocupações irregulares, decisões judiciais e operações policiais.

O espaço, que já foi um endereço de luxo na capital federal, passou a enfrentar disputas judiciais entre herdeiros do imóvel em agosto de 2014.

A partir desse período, o prédio virou alvo de invasões de pessoas em situação de rua. Usuários de drogas também usavam o espaço, transformando o hotel em uma cracolândia vertical.

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Após a morte do fundador, o prédio entrou em decadência, encerrou as atividades e passou a sofrer invasões e depredações, tornando-se ponto de insegurança e deterioração urbana
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Após a morte do fundador, o prédio entrou em decadência, encerrou as atividades e passou a sofrer invasões e depredações, tornando-se ponto de insegurança e deterioração urbana

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Em 23 de outubro de 2015, cerca de 120 integrantes do Movimento da Resistência Popular (MRP) invadiram o edifício. Todos os 13 andares do hotel foram ocupados. Além dos integrantes do grupo, aproximadamente 30 pessoas já habitavam o local antes da invasão.

Ainda em outubro do mesmo ano, crianças e adultos ligados ao MRP organizaram uma festa no prédio. A área de estacionamento foi isolada com cordas e pneus para a instalação de brinquedos infláveis, como pula-pula, escorregador e um brinquedo do tipo “futebol de sabão”.

Já em março do ano seguinte, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) concedeu prazo de 20 dias para que os proprietários do Torre Palace retirassem os invasores do imóvel.

Segundo a decisão judicial, a empresa deveria promover a remoção das pessoas que ocupavam o antigo hotel, realizar o cercamento de todo o perímetro da edificação, retirar telhas quebradas ou soltas e corrigir o telhado para evitar infiltrações, além de adotar outras providências consideradas urgentes.

Em reação à determinação, manifestantes queimaram pneus em abril daquele ano, em protesto contra a retirada das famílias que ocupavam a estrutura. Durante o ato, alguns participantes apedrejaram veículos que passavam nas proximidades.

Ameaça de explosão

Em junho de 2016, a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) retomou as negociações para a desocupação do hotel. O edifício foi cercado nas primeiras horas do dia 1º daquele mês, mas, após cerca de 20 horas, ao menos 13 integrantes do MRP continuaram no interior do prédio.

Na ocasião, os ocupantes ameaçavam explodir o local com botijões de gás e montaram barricadas com pneus e outros objetos para impedir a entrada dos policiais.

Após um longo período de tratativas e da recusa em deixar o edifício, com relatos de que alguns ocupantes chegaram a usar crianças como escudo, a Polícia Militar invadiu o Torre Palace Hotel no dia 5 de junho de 2016. A operação durou cerca de uma hora e meia. Durante a ação, os invasores resistiram e atearam fogo ao prédio.

A retirada efetiva durou 37 minutos. Os ocupantes arremessaram tijolos, pedras e telhas contra os policiais e utilizaram um fogão e um botijão de gás para incendiar a parte superior do edifício. Bombas de efeito moral foram empregadas, e um dos invasores ficou ferido após ser atingido por uma bala de borracha.

Após a operação, 11 adultos foram presos e quatro crianças, resgatadas. Segundo as autoridades, elas viviam em condições insalubres, em meio a fezes humanas, ratos, aranhas, piolhos e pulgas.

Depois da desocupação, o Governo do Distrito Federal (GDF) iniciou a construção de um muro ao redor do Torre Palace para evitar novas ocupações por pessoas em situação de rua e usuários de drogas. A barreira foi erguida até o primeiro andar do edifício.

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