Gráfico interativo: DF tem maior taxa de incidência da Covid-19

Apesar de estar no quarto lugar em números absolutos, o DF apresenta 11,6 casos de pessoas infectadas para cada grupo de 100 mil habitantes

atualizado 03/04/2020 11:44

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, tem reforçado em suas coletivas de imprensa a preocupação com a situação do Distrito Federal na crise do coronavírus. Apesar de estar no quarto lugar em números absolutos, a unidade da federação tem a maior taxa de incidência da Covid-19 no Brasil.

No indicador que relaciona o número de casos confirmados com o tamanho da população, o DF apresenta 11,6 casos de pessoas infectadas para cada grupo de 100 mil habitantes.

O Distrito Federal assumiu o primeiro lugar em 13 de maio, caiu de novo e alguns dias depois disparou na frente das outras UF. Em segundo lugar, está São Paulo, com taxa de 6,4 casos confirmados para cada grupo de 100 mil e, em seguida, Ceará, Acre, Amazonas e Rio de Janeiro, com 4,8 óbitos para cada grupo de 100 mil.

“Estes números são muito importantes porque conseguimos enxergar como a doença está se espalhando pela população”, afirmou Mandetta, durante atualização do estado da pandemia no Brasil.

Para conter o rápido avanço do coronavírus na capital, o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), prorrogou até 3 de maio as medidas de isolamento social. A decisão foi publicada em edição extra do Diário Oficial nessa quarta-feira (01/04). O governo também estendeu o fechamento dos estabelecimentos educacionais (escolas e faculdades) até 31 de maio.

Devido às peculiaridades de Brasília, Ibaneis foi o primeiro governador a adotar o isolamento social no país.  A cidade tem uma grande comunidade diplomática, além de receber pessoas que chegam de todos os lugares do país para assuntos políticos. Segundo especialistas, é preciso também considerar que os sistemas de vigilância sanitária são muito diferentes entre os estados.

“Não se pode olhar da mesma forma para a capacidade de rastreamento de São Paulo com a de uma cidade no interior do nordeste”, explica Alexandre Cunha, infectologista do Sírio Libanês, do Hospital Brasília e dos laboratórios Sabin.

Alexandre Cunha ainda ressalta que a capacidade de testagem no Distrito Federal em um primeiro momento foi superior ao de outras unidades da federação. “É muito mais fácil fazer o controle aqui por conta do tamanho do DF”, diz.

Últimas notícias