Governo convoca acionistas da CEB para decidir sobre privatização

Além da CEB, o emedebista estuda abrir capital da Companhia de Saneamento Ambiental (Caesb) e do Metrô-DF

Michael Melo/MetrópolesMichael Melo/Metrópoles

atualizado 23/05/2019 17:55

O Governo do Distrito Federal (GDF) chamará os acionistas da Companhia Energética de Brasília (CEB) para decidir se a estatal será ou não privatizada. Segundo o governador, Ibaneis Rocha (MDB), o Palácio do Buriti lançará um edital de chamamento para assembleia extraordinária a fim de bater o martelo sobre a questão. A princípio, a mudança de gestão afetará a CEB Distribuição.

“O futuro da empresa certamente será a privatização ou a venda de ações, para poder recolocar a empresa em condições de seguir adiante, prestando bons serviços à sociedade do DF”, destacou Ibaneis ao Metrópoles. O lançamento do edital foi decidido nesta quarta-feira (22/05/2019), após reunião do governador com o diretor-presidente da CEB Holding, Edson Garcia.

Além da CEB, o emedebista estuda privatizar ou abrir capital da Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb) e da Companhia do Metropolitano do Distrito Federal (Metrô-DF). De acordo com o governo, as três empresas estão com as contas no vermelho. Para Ibaneis, a reformulação é a única forma de elas recuperarem fôlego e prestarem melhores serviços.

Desemprego
A privatização é uma das estratégias do GDF para enfrentar a crise financeira atual, mas não a única. Com o caixa comprometido e assombrado pelo desemprego de aproximadamente 330 mil brasilienses, o governo criou o Comitê de Apoio à Geração de Emprego e Renda. “Eu sou obrigado a fazer isso porque estamos passando por um índice alarmante no DF”, afirmou Ibaneis.

A criação do comitê foi publicada na edição desta quarta-feira (22/05/2019) do Diário Oficial do Distrito Federal (DODF). Segundo o emedebista, a extinção do Diferencial de Alíquota (Difal) e outras medidas adotas pelo governo foram bons passos para reduzir o desemprego, mas não são suficientes.

Vivemos um contrassenso. Estamos forçando muito na questão do emprego, com redução de tributos e incentivos fiscais. E o governo federal está caminhando na onda da recessão. Nós teremos, agora, a partir deste mês, a recessão técnica declarada. Então, temos que reforçar nossas ações.

Ibaneis Rocha, governador do DF

O grupo vai trabalhar junto ao setor produtivo para focar investimentos e reduzir a burocracia. O comitê é formado por estas pastas: Casa Civil; Fazenda, Planejamento, Orçamento e Gestão; Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; Ciência, Tecnologia e Inovação; Desenvolvimento Econômico; e Desenvolvimento da Região Metropolitana.

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