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Distrito Federal

Golpistas usam drama de mãe de gêmeos atípica e arrecadam R$ 130 mil.

Golpistas usaram imagens e informações sobre a luta da família em busca de atendimento médico para enganar vítimas com uma vaquinha falsa

09/02/2026 12:03, atualizado 09/02/2026 12:08
Material cedido ao Metrópoles
Mãe e gêmeos - Metrópoles

Golpistas usaram a imagem e a história luta por sobrevivência de uma mãe atípica e de seus filhos gêmeos, moradores de Planaltina (DF), para abrir uma vaquinha virtual falsa.

Aproveitando da boa-fé de vítimas, os estelionatários teriam arrecadado pelo menos R$ 130 mil em doações.

Por anos, Ana Laysa Fonseca de Lima (foto em destaque), de 34 anos, batalhou para garantir o tratamento de saúde correto para os filhos Alan Araújo de Lima e Arthur Araújo de Lima, 14 anos.

Em 2025, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) assegurou o atendimento dos gêmeos pela rede pública. Meses depois, ela se surpreendeu ao descobrir que sua história vinha sendo usada por golpistas.

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“Eu pensei que ia ficar na paz. Aí vem bandidos aplicar golpes com a foto dos meus meninos. Fiquei em desespero. Pegar minha situação e dos meus filhos, inocentes, para ganhar dinheiro é desumano”, afirmou.

“Fico com o coração apertado. Pessoas foram enganadas. Pensando em ajudare acabaram caindo na lábia de golpistas”, desabafou, acrescentando que descobriu o golpe após uma amiga enviar o link da vaquinha falsa.

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Os golpistas usaram imagens e informações de vaquinhas antigas feitas antes de a Justiça conceder o tratamento completo para os gêmeos. A mãe atípica registrou boletim de ocorrência na 16ª Delegacia de Polícia (Planaltina) e alertou a plataforma em que a campanha foi lançada.

Para sensibilizar as vítimas, a campanha fake adotou um título emotivo: “Ajude Ana e seus gêmeos a não definhar”. Doadores repassaram R$ 130 mil dos R$ 160 mil que os criminosos pretendiam ganhar.

Segundo o perfil, a arrecadação estaria associada à ONG Esperança Solidária. E o PIX estaria vinculado ao nome Clube Agro-Comunicação em Agronegócio LTDA.

Outra vida

Segundo Ana, após da sentença do TJDFT, a Secretaria de Saúde passou a oferecer o tratamento correto para Alan e Arthur. Os gêmeos nasceram com diagnóstico de Doença de Batten, um condição rara, degenerativa e progressiva.

Os adolescentes vivem acamados sem capacidade de fala. Mas com o atendimento adequado, com home care e fisioterapia, ganham mais qualidade de vida a cada dia.

“Arthur e Alan estão muito bem. O home care mudou a vida deles. Engordaram mais de 12 quilos. É outra vida. Recebem fisioterapia de domingo a domingo. Antes quando eles tinham consulta, eu precisa colocar eles no carro. Hoje a equipe do home care me ajuda para a remoção”, contou.