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Distrito Federal

Golpe nos golpistas. Playboy das bitcoins some com grana de estelionatários

Falsário foi procurado pelo grupo para lavar R$ 60 mil, transformando a quantia em moeda virtual. No entanto, acabou embolsando o valor

08/07/2020 05:30, atualizado 08/07/2020 08:56
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Facebook/Reprodução
homem com ferrari

O estelionatário Marlon Gonzalez Motta (foto em destaque), 24 anos, conhecido como “o playboy das bitcoins” é alvo de um novo inquérito instaurado pela Polícia Civil do Distrito Federal. A investigação, batizada como “Lobo de Wall Street”, identificou que golpistas promoveram um falso leilão virtual de veículos que resultou em prejuízo de aproximadamente R$ 60 mil a três vítimas. Marlon teria sido acionado para lavar os valores amealhados com o crime, mas embolsou o dinheiro dos falsários.

O inquérito foi relatado pela 19ª Delegacia de Polícia (P Sul) nessa terça-feira (7/7). De acordo com as investigações, o leilão virtual de automóveis foi criado por golpistas para tentar enganar pessoas interessadas na compra de veículos que jamais existiram. Três homens perderam entre R$ 15 mil e R$ 22 mil antes que percebessem a fraude. Em seguida, Marlon foi procurado pelo grupo com o objetivo de lavar o dinheiro: deveria transformar a quantia em moeda virtual, por meio de um banco digital.

No entanto, os golpistas foram passados para trás, quando Marlon entrou em contato com um ex-sócio dele, identificado como Felipe Fabiano Amorim, que tinha uma das contas digitais  para onde o dinheiro foi transferido. “Apuramos que Marlon teria ficado com cerca de R$ 50 mil e Felipe Fabiano com outros R$ 9 mil”, explicou o delegado adjunto da 19ª DP, Sergio Bautzer.

Veja fotos do “playboy das bitcoins”: 

Golpe nos golpistas. Playboy das bitcoins some com grana de estelionatários - destaque galeria
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Nas redes sociais, o estelionatário postou fotos em Mykonos, na Grécia
Marlon também viajou para as Bahamas
O golpista passou uma temporada na Suíça, após aplicar um golpe de R$ 600 mil em um grupo chinês
Ele costuma ostentar os detalhes das viagens
Em apenas uma noite, Marlon Gonzalez chega a gastar R$ 100 mil, conta uma vítima
Após aplicar golpes, Marlon Gonzalez viaja para hotéis sofisticados da Europa
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Após aplicar golpes, Marlon Gonzalez viaja para hotéis sofisticados da Europa

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Nas redes sociais, o estelionatário postou fotos em Mykonos, na Grécia
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Nas redes sociais, o estelionatário postou fotos em Mykonos, na Grécia

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Marlon também viajou para as Bahamas
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O golpista passou uma temporada na Suíça, após aplicar um golpe de R$ 600 mil em um grupo chinês
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O golpista passou uma temporada na Suíça, após aplicar um golpe de R$ 600 mil em um grupo chinês

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Ele costuma ostentar os detalhes das viagens
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Em apenas uma noite, Marlon Gonzalez chega a gastar R$ 100 mil, conta uma vítima
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Em apenas uma noite, Marlon Gonzalez chega a gastar R$ 100 mil, conta uma vítima

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O criminoso em uma estação de esqui, no exterior
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O criminoso em uma estação de esqui, no exterior

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O golpista fez turismo no deserto dos Emirados Árabes e em Dubai
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O golpista fez turismo no deserto dos Emirados Árabes e em Dubai

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A polícia identificou que Marlon investia parte do dinheiro dos golpes em carros de luxo
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A polícia identificou que Marlon investia parte do dinheiro dos golpes em carros de luxo

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O suspeito foi alvo de quatro inquéritos instaurados pela Polícia Civil do DF
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O suspeito foi alvo de quatro inquéritos instaurados pela Polícia Civil do DF

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Falso sequestro

Segundo a apuração da PCDF, após Marlon desaparecer com o dinheiro, os estelionatários foram atrás dos intermediários do negócio. Um empresário que teria apresentado o playboy das bitcoins teve o carro tomado à força pelo grupo, que não aceitava ficar no prejuízo.

Posteriormente,em parceria com um empresário lesado pelo falsário, um ex-sócio de Gonzalez foi convencido a simular um falso sequestro, fingindo ser espancado, torturado e enforcado para “sensibilizar” o golpista a devolver os R$ 60 mil. Obviamente, o playboy não se comoveu e o plano não deu certo.

Em 7 de abril deste ano, o Metrópoles publicou matéria sobre o falso sequestro. Na época, o caso foi investigado pela Divisão de Repressão a Sequestros (DRS). Durante a apuração, parte da delegacia especializada foi acionada e desvendou o falso crime. O caso ocorreu em 4 de abril, quando a Polícia Civil do DF recebeu, via disque-denúncias, informações sobre um homem mantido em cativeiro sob tortura. A unidade especializada entrou no circuito e identificou uma chácara no Altiplano Leste como o local onde a suposta vítima era mantida.

Após identificarem o lugar do “cativeiro”, equipes formadas por nove investigadores, armados com pistolas e fuzis, seguiram para a chácara a fim de libertar a vítima. Quando chegaram ao local, logo perceberam a farsa.

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