GDF venderá 4,8 mil imóveis para reforçar o caixa do governo

Secretaria de Economia ainda faz o levantamento dos valores, mas estima que patrimônio ultrapasse a casa dos bilhões de reais

Igo Estrela/MetrópolesIgo Estrela/Metrópoles

atualizado 21/01/2020 11:55

A equipe econômica do Governo do Distrito Federal (GDF) está debruçada em processos de 4,8 mil imóveis – entre lotes, terrenos, casas e apartamentos – para avaliar individualmente a situação de cada um deles. A meta é vender todas as unidades. A prioridade é licitar aqueles bens patrimoniais com situação já regularizada até 2022, último ano da atual gestão de Ibaneis Rocha (MDB).

A informação foi anunciada ao Metrópoles pelo secretário de Economia, André Clemente, nessa segunda-feira (20/01/2020). Segundo ele, o patrimônio ultrapassa a casa dos bilhões de reais, mas a divulgação dos valores de cada imóvel só será efetivada na proximidade da autorização da venda.

“Diante da quantidade de imóveis, o cronograma e os valores somente serão anunciados por ocasião da venda, preservando o mercado e a operação. Qualquer especulação sobre preço, neste momento, poderia afetar a própria expectativa dos agentes econômicos”, explicou Clemente à coluna.

De acordo com o secretário, serão priorizados os imóveis que tenham apelo econômico, ou seja, viabilidade comercial, tais como terrenos em áreas comerciais e imóveis funcionais. “Outros fazem parte do conjunto urbanístico de Brasília e, por isso, são tombados pela Unesco [Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura], o que dificulta a sua viabilidade econômica”, ponderou.

Há imóveis em praticamente todas as regiões administrativas do DF. A reportagem apurou que, nessa extensa carta imobiliária do Distrito Federal, um dos terrenos de maior valor está localizado na vizinhança do Setor Noroeste, nas proximidades do Parque Nacional de Brasília. Apenas esse patrimônio está avaliado em mais de R$ 1 bilhão.

Clemente prefere não falar em datas, mas argumenta que todo o resultado da venda será utilizado para financiar novos investimentos: “Falo de obras em viadutos, vias públicas, mobilidade, equipamentos públicos de saúde, educação e segurança”.

Em agosto de 2019, o governador Ibaneis Rocha (MDB) adiantou que priorizaria, como um primeiro pacote, colocar à venda aproximadamente 40 imóveis de propriedade do Distrito Federal.

Contudo, na época, o titular do Palácio do Buriti explicou que ainda aguardava pareceres de órgãos que cuidam da gestão imobiliária do DF, como a Secretaria de Economia, Agência de Desenvolvimento do DF (Terracap) e da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh). Hoje, esses documentos estão em fase de conclusão.

SOBRE O AUTOR
Caio Barbieri

Cursou jornalismo no Centro Universitário de Brasília (UniCeub). Passou pelas redações do Correio Braziliense, Agência Brasil, Rádio Nacional e foi editor-adjunto da Tribuna do Brasil. Ocupou a assessoria especial no Ministério da Transparência e foi secretário-adjunto de Comunicação do GDF. Chefiou o relacionamento com a imprensa na Casa Civil, Vice-Governadoria, Secretaria de Habitação e na Secretaria de Turismo do DF. Fez consultoria para vários partidos, entidades sindicais e políticos da Câmara Legislativa e do Congresso Nacional. Assina a coluna Janela Indiscreta do Metrópoles e cobre os bastidores do poder em Brasília.

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