Noroeste: Terracap faz acordo com índios e libera trecho para W9

No total, 16 famílias das tribos Kariri-Xocó e Tuxá serão transferidas. Seis grupos de outra etnia, contudo, ainda não concluíram o acerto

atualizado 22/10/2019 18:53

Divulgação/Terracap

A Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap) emplacou mais um acordo com comunidades indígenas moradoras do Noroeste. Na sexta-feira (18/10/2019), o órgão concluiu o trâmite necessário a fim de iniciar a transferência de 16 famílias das tribos Kariri-Xocó e Tuxá para uma área de 14 hectares no mesmo bairro. Entretanto, seis grupos da etnia Fulni-ô Tapuya ainda não aceitaram os termos da agência.

Com a combinação, a previsão é de que a Terracap termine a Via W9. O acesso permite tráfego entre o Setor de Transporte Norte (STN) e a DF-040, nas proximidades do Setor de Recreação Pública Norte (SRPN). Das 16 famílias, oito ocupam exatamente o caminho da W9. Elas serão transferidas para o novo terreno em construções provisórias, mas com infraestrutura, segundo a agência.

“Depois que deslocá-las, a Terracap concluirá a W9 ao mesmo tempo que fará a estrutura da futura reserva. Depois disso, as outras oito famílias serão transferidas com as que estavam em locais provisórios”, disse o diretor de Regularização Social e Desenvolvimento Econômico da Terracap, Leonardo Mundim.

“Essa saída conciliatória acabou sendo mais interessante para as partes e é um passo importante para permitir a consolidação do bairro Noroeste”, emendou.

Ministério Público

Em 29 de junho de 2018, a Terracap assinou acordo proposto pelo Ministério Público Federal (MPF) com demarcação de 32 hectares para atender quatro famílias da etnia Fulni-ô Tapuya. Porém, seis outros grupos ficaram de fora porque queriam indenização em dinheiro e não aceitaram os termos negociados, segundo Mundim.

As famílias que ainda estão em negociação não ocupam área do traçado da W9. Com a negativa para um acordo, o assunto não está mais sob a responsabilidade da Terracap. “O caso é tratado em nível de Ministério Público Federal e Comitê de Gestão Integrada do Território, formado por diversos secretários e conduzido pelo chefe da Casa Civil. Tem ocorrido reuniões no MPF para tentar resolver esse impasse”, pontuou Mundim.

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