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Fórmula contaminada: pediatras explicam sintomas e tratamento de bebês

A Secretaria de Saúde do DF confirmou, na tarde dessa terça-feira (13/1), a contaminação de dois bebês devido à ingestão da fórmula infantil

atualizado

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Foto colorida de lata com leite em pó ao lado de uma mamadeira - Metrópoles
1 de 1 Foto colorida de lata com leite em pó ao lado de uma mamadeira - Metrópoles - Foto: Getty Images

A contaminação de fórmulas infantis produzidas pela Nestlé pode impactar a saúde de bebês e crianças que fizeram o consumo do lote estragado. O Metrópoles conversou com pediatras que explicaram quais são os sintomas mais comuns e como tratá-los.

Coordenador da pediatria do Hospital Mater Dei Goiânia, o pediatra Iago Vinícius Gonçales Siqueira Oliveira contou que os sintomas de contaminação causado por bactérias como o Bacillus cereus costumam surgir poucas horas após a ingestão.

“Os sinais mais comuns são vômitos, diarreia, irritabilidade, dor ou distensão abdominal, recusa das mamadas e sonolência excessiva. Em bebês menores, também podem aparecer sinais de desidratação, como boca seca, choro sem lágrimas, diminuição da urina e moleza”, detalhou o médico.

Segundo a pediatra Isabela Protásio, da Amplexus Clínica Especializada, os sintomas podem evoluir caso o consumo do lote contaminado continue.

“Se esse ciclo não for interrompido, os sintomas podem continuar, levando a casos de desidratação grave e até à possibilidade de choque hipovolêmico, uma condição que necessita de acompanhamento e tratamento em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pediátrica”, explicou.

Tratamento

Iago Vinícius reforçou que a  maioria das crianças evolui bem ao receber hidratação adequada e cuidados logo no início dos sintomas. “Infelizmente não existe um ‘antídoto’ para essa toxina. O tratamento é de suporte, focado em evitar desidratação e complicações”, explicou.

Entre as recomendações do pediatra para a melhoras, estão: oferta de líquidos e solução de reidratação oral, em casos moderados ou graves, a hidratação venosa no hospital e também é necessário monitorização clínica, especialmente em bebês pequenos.

“A maioria dos bebês apresenta melhora em 24 a 48 horas, sem sequelas, desde que o atendimento seja feito precocemente”, contou o pediatra.


Lotes contaminados

  • Na última semana, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a proibição de venda, distribuição e uso de alguns lotes de fórmulas infantis fabricadas pela Nestlé no Brasil.
  • A decisão foi publicada nesta quarta-feira (7/1) e tem caráter preventivo, após a identificação de um possível risco de contaminação por cereulide, uma toxina produzida pela bactéria Bacillus cereus.
  • Todas as drogarias, estabelecimentos de saúde e pontos de comercialização do produto no DF foram devidamente informados pela Vigilância Sanitária sobre a situação, de acordo com a SES-DF.
  • Porém, segundo a pasta, caso seja constatada a venda do item recolhido, o estabelecimento também será responsabilizado, conforme a legislação sanitária vigente.

No Distrito Federal, a Secretaria de Saúde (SES-DF) confirmou, na tarde dessa terça-feira (13/1), a contaminação de dois bebês devido à ingestão da fórmula infantil. De acordo com a pasta, elas têm cerca de um ano de idade e apresentaram sintomas como vômitos persistentes, além de diarreia.

Nestlé

A Nestlé emitiu um comunicado com orientações aos clientes sobre o recolhimento dos produtos.

A empresa divulgou que entre os sintomas podem incluir vômitos persistentes, diarreia ou letargia incomum, geralmente aparecendo em até seis horas após a exposição.

“Se os sintomas não aparecerem, não há motivo para inquietação quanto a qualquer impacto na saúde. Se tiver alguma preocupação com a saúde ou nutrição da criança, recomendamos que o consumidor fale com o seu pediatra ou profissional de saúde. Independentemente da presença de sintomas, os pais e cuidadores devem interromper o uso do produto, de acordo com o aviso de recall”, alertou a Nestle em nota.

A empresa afirmou que não foi notificada dos casos. “A Nestlé informa que, até o momento, não recebeu registros oficiais de casos de internação em seus canais oficiais de atendimento ao consumidor. A companhia segue empenhada em atender todos os contatos recebidos, tratando cada caso de forma individual, em conformidade com seus processos internos e políticas de atendimento”, afirmou.

A Nestlé também reforçou a orientação de que as famílias não ofereçam os produtos dos lotes com recall para as crianças.

“A identificação dos lotes é feita a partir da combinação do nome do produto e faixa etária, gramatura e número do lote, impresso na parte inferior da lata. Caso as informações coincidam com a lista oficial do recall, o consumo deve ser interrompido. Se não coincidirem, o produto não faz parte dos lotes envolvidos e seu consumo é seguro.

Confira aqui se o produto faz parte do recall informou a empresa.

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