Operação combate tráfico de drogas no Beco do Crack, na 716 Norte

Área tomada por usuários de drogas e moradores de rua teve reforço nas ações de policiamento ostensivo com viaturas, drones e câmeras

atualizado

metropoles.com

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PMDF/Reprodução
Policiais militares prendem mulher foragida por tráfico de drogas
1 de 1 Policiais militares prendem mulher foragida por tráfico de drogas - Foto: PMDF/Reprodução

Após denúncias da população e matéria veiculadas pelo Metrópoles, uma força-tarefa está reforçando as ações de combate ao tráfico de drogas no “Beco do Crack”, localizado na 716 Norte. O trabalho de recuperação da área tomada por usuários de drogas e pessoas em situação de rua tem sido intensificado nos últimos dias com participação do governo, forças de segurança e membros da comunidade.

Veja:

 

Recentemente, o Metrópoles publicou uma série de reportagens denunciando o avanço da insegurança na Asa Norte e a concentração de usuários de drogas em áreas públicas e residenciais. Segundo a Secretária de Segurança Pública (SSP), foram implementadas diversas ações integradas na Asa Norte no âmbito do Programa Brasília Mais Segura.

Segundo a pasta, 1.200 policiais militares em estágio probatório, do Curso de Formação Policial (CFP) da Polícia Militar (PMDF), reforçaram o policiamento, ampliando a presença ostensiva, especialmente durante o dia. Nas madrugadas, foram mobilizados drones térmicos e viaturas para varreduras em quadras residenciais e comerciais.

Equipes também foram posicionadas estrategicamente em áreas comerciais e nos acessos às quadras, locais com maior incidência de furtos e roubos na Asa Norte.

Beco do Crack

Na região da 716 Norte, na área conhecida como o Beco do Crack, houve intensificação do patrulhamento, uso de câmeras móveis com reconhecimento facial, além da atuação investigativa da Polícia Civil (PCDF) para desarticular pontos de tráfico de drogas. Também houve aumento das ações de videomonitoramento por meio do projeto DF 360, integrando câmeras públicas e privadas.

De acordo com a secretaria, as ações incluem ainda abordagens qualificadas para combate ao tráfico de drogas e atuação conjunta com equipes de assistência social, que intensificaram o acolhimento de pessoas em situação de vulnerabilidade.

O local, que antes era sinônimo de desordem, abandono e insegurança, passa por um processo transformação. Houve limpeza, reorganização do espaço, retirada de pontos de acúmulo irregular de lixo, podas e pintura, além da presença das equipes de segurança e de atuação social.

Segundo a pasta, a região passou a ser acompanhada permanentemente com monitoramento e novas intervenções sempre que necessário. O grupo seguirá três princípios: presença, integração e constância. A coordenação é integrada, porém, cada órgão atua dentro da sua competência.

Meta é diminuir crimes

A solução de áreas tomadas pelo consumo de drogas e população em situação de rua é complexa. Em muitos casos, usuários e desabrigados tendem a voltar ao locais. Por isso, segundo a SSP, há um planejamento de médio e longo prazo para combater a situação.

“A atuação faz parte de uma estratégia estruturada do programa Brasília Mais Segura, que prevê a consolidação da redução dos índices criminais na Asa Norte e, posteriormente, a expansão do modelo para outras Regiões Administrativas”, afirmou a pasta, em nota enviada ao Metrópoles.

A atuação na região é integrada e envolve os seguintes órgãos do Governo do Distrito Federal (GDF):

* Secretaria de Segurança Pública do DF (SSP/DF)- atua na coordenação estratégica
* Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF)- responsável pelo policiamento ostensivo e ações de saturação
* Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF)- tem foco em investigações e desarticulação do tráfico de drogas
* Casa Civil – coordena ações voltadas à população em situação de vulnerabilidade
* Equipes de abordagem social do GDF – responsáveis pelo acolhimento e encaminhamento assistencial

“A proposta é garantir não apenas a repressão qualificada ao crime, mas também a prevenção, por meio da ocupação permanente dos espaços públicos e da atuação articulada entre segurança e assistência social”, completou a SSP.

 

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