Família feita refém por autor de chacina no DF: “Falava que ia matar”

Lázaro Barbosa ameaçou pai, mãe e filha dizendo que erra nenhum tiro. Suspeito jogou celulares dos reféns em rio próximo à chácara

atualizado 15/06/2021 22:59

buscas por lázaro continuam em GoiásHugo Barreto/Metrópoles

Uma família goiana passou momentos de tensão na tarde desta terça-feira (15/6), quando os três membros dela foram feitas reféns por Lázaro Barbosa, 32 anos, principal suspeito de cometer uma chacina em Ceilândia e uma série de outros crimes, como sequestros e roubos. As vítimas da vez foram pai, mãe e filha, de 48, 40 e 15 anos, respectivamente.

Metrópoles falou com Paulo Henrique Siqueira, 28 anos, sobrinho do pai de família feito refém nesta terça. Ele escutou do tio detalhes sobre como foram os momentos ao lado do homem que deixa um rastro de violência em Goiás enquanto tenta fugir da polícia.

“Quando ele [o Lázaro] chegou na chácara, a minha prima [a adolescente de 15 anos] conseguiu se esconder embaixo da cama e mandou mensagem para os policiais pedindo ajuda. Mas na mesma hora alguém ligou pra ela, aí o Lázaro conseguiu achar”, narra o familiar. Paulo Henrique afirmou que o suspeito chegou a dizer que iria matar a família.

“Às vezes ele falava que ia matar, às vezes falava que não ia matar. Ele amarrou todos com as mãos para trás e quando estava correndo para fugir dizia que se não obedecessem ele matava, e que ele não errava nenhum tiro”, disse o rapaz.

No confronto de Lázaro com a polícia na tarde desta terça ele atingiu um policial militar de Goiás de raspão no rosto. O PM foi transportado para um hospital de Anápolis (GO) e o estado de saúde dele é estável.

Apesar do susto, não houve agressão física por parte de Lázaro. “Ele não chegou a bater em ninguém, o único momento que tocou na minha prima foi pra tirar o casaco de frio dela, que era vermelho e chamava atenção de longe”, explicou Paulo Henrique. Lázaro ainda jogou o celular de todos os reféns em um rio.

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Antes de confrontar os policiais, o suspeito escondeu a família com folhas de bananeira, que ele mesmo cortou, para que os reféns não fossem avistados pelo suporte aéreo das forças de segurança. Lázaro ainda conseguiu estocar comida com a invasão à chácara dos Siqueira. “Antes da polícia chegar, meu tio disse que ele pegou 1 kg de comida”, afirmou o sobrinho.

Na manhã desta terça, Lázaro chegou a pedir uma prato de comida ao chacareiro Rosinaldo Pereira de Moraes, 55 anos, que trabalha na fazenda onde Lázaro foi flagrado por câmeras de segurança. O suspeito fugiu antes de conseguir o alimento.

“Pedi para ele aguardar eu prender os bezerros e trazer as vacas que iria arrumar um prato de comida para ele. Cheguei a falar que comida não se negava a ninguém. A minha intenção era dar a comida para despistar e segurar ele. Mas ele não esperou. Eu o vi saindo pela mata. É muito esperto”, disse o chacareiro.

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