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Distrito Federal

Estupro coletivo: PCGO conclui inquérito e não indicia novos suspeitos

Ministério Público vai decidir se denuncia acusados à Justiça ou se pede mais investigações

19/10/2021 16:35, atualizado 19/10/2021 16:38
Arthur Menescal/Especial Metrópoles
Porta de madeira com símbolo da Polícia Civil de Goiás

Após indiciar o subtenente da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) Irineu Marques Dias e o sargento do exército Thiago de Castro Muniz pelo crime de estupro coletivo, a Polícia Civil do Estado de Goiás (PCGO) concluiu o inquérito sobre o caso. Isso significa que por hora a polícia descarta a participação de outras pessoas no crime, e assim novos suspeitos não foram indiciados.  Agora cabe ao Ministério Público do estado decidir se denuncia ou não os dois suspeitos à Justiça ou se pede mais investigações.

A polícia deixou de fora da denúncia o irmão do subtenente da PMDF, Daniel Dias Marques, após vídeo que o mostra ele completamente embriagado no dia do crime. O relatório da PCDF ainda comentou sobre o laudo do IML, que não encontrou vestígios de atos sexuais.

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“Em um primeiro momento, causa estranheza que uma vítima, abusada por cinco homens diferentes, por várias horas, não tenha nenhuma lesão na vagina e nem apresente sequer vestígios de conjugação carnal recente. Entretanto, sabe-se que crimes sexuais nem sempre deixam vestígios, quando praticado com mulher adulta, com vida sexual ativa”, pondera a delegada Tamires Teixeira no relatório. “Ademais, a própria vítima alega que não esboçava reação, nem tentava reagir, por medo de ser morta, em razão da presença de arma de fogo no local”, completa.

A delegada ainda defende no relatório a importância da palavra da vítima, que muitas vezes é o único elemento em casos de estupro. “Desacreditar a vítima, nessa fase inquisitorial, só faz aumentar a cifra negra existente nos crimes sexuais, pois inúmeras vítimas se sentem sozinhas e desamparadas, não tendo coragem de denunciar abusos”, afirmou a delegado no texto.

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A defesa dos dois homens emitiu nota sobre os indiciamentos. “A defesa dos acusados respeita plenamente o trabalho desenvolvido pela Autoridade Policial, sem, contudo, concordar”, escreveram. “A defesa repudia veemente a conclusão do Relatório Final, já que não corresponde à realidade das apurações”, completaram os advogados.

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Polícia Civil de Goiás investiga o caso
Vítima de estupro coletivo deu novo depoimento à polícia na Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher
Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher em Águas Lindas de Goiás (GO)
Delegada Tamires Teixeira, responsável pelo caso de estupro coletivo cometido em Águas Lindas de Goiás
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Delegada Tamires Teixeira, responsável pelo caso de estupro coletivo cometido em Águas Lindas de Goiás

Fotos: Arthur Menescal/Especial Metrópoles
Polícia Civil de Goiás investiga o caso
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Arthur Menescal/Especial Metrópoles
Vítima de estupro coletivo deu novo depoimento à polícia na Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher
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Vítima de estupro coletivo deu novo depoimento à polícia na Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher

Foto Ilustrativa/ Arthur Menescal/Especial Metrópoles
Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher em Águas Lindas de Goiás (GO)
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Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher em Águas Lindas de Goiás (GO)

Fotos: Arthur Menescal/Especial Metrópoles
O caso

Na segunda-feira (11/10), a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) abriu investigação contra o subtenente Irineu Marques Dias. O militar foi acusado de cometer estupro contra a jovem de 25 anos em uma festa na cidade goiana.

A suposta violência teria acontecido no sábado (9/10), durante uma festa organizada pelo irmão do subtenente Daniel Marques Dias. Irineu, Daniel e um terceiro homem, identificado como Thiago de Castro Muniz, também foram identificados pela mulher como autores do abuso.

Na sexta-feira (15/10), a jovem mudou a versão dada à polícia e retirou a acusação contra Daniel.

No primeiro depoimento, a moça contou aos policiais que ela teria ido à festa na sexta-feira (8/10), já com o objetivo de virar a noite. Na madrugada de sábado, duas mulheres a teriam convidado para dormir. Depois de entrar no quarto, as duas teriam saído e, em seguida, entrou o militar, com uma arma.

Ainda segundo a versão da mulher, o policial a teria abusado sexualmente e, depois, foi seguido por mais cinco pessoas, que se revezaram no estupro. Por fim, ela teria conseguido escapar e buscado ajuda com vizinhos. O Corpo de Bombeiro Militar do Estado de Goiás (CBMGO) prestou apoio a mulher e a levou ao Hospital Municipal Bom Jesus.

Após a denúncia da jovem, os acusados foram conduzidos à 17ª Delegacia Regional de Águas Lindas e foram presos em flagrante. Nessa quarta-feira (13/9), o Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) negou o pedido de liberdade da defesa dos acusados.