Escola marca dia para mãe pedir perdão à educadora que levou tapa
Por determinação da Justiça, agressora terá de pedir desculpas públicas na próxima terça-feira (29/10/2019) no Caic de Ceilândia
atualizado
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Está marcado para a próxima terça-feira (29/10/2019), às 9h, o ato em que a mãe de um aluno vai pedir desculpas públicas para uma educadora social, em Ceilândia. A ação foi determinada pela juíza do 2° Juizado Especial Cível de Ceilândia, Marina Corrêa Xavier, após acordo de conciliação entre vítima e agressora. Em junho deste ano, a funcionária da Secretaria de Educação levou um tapa no rosto dado por Maria do Socorro Pereira dos Santos.
Na audiência de conciliação realizada no Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania dos Juizados Especiais Cíveis de Ceilândia, na terça-feira (22/10/2019), ficou estabelecido entre as partes que a agressora deverá fazer retratação pública, textual, como pedido de desculpas pelo ocorrido.
“Por determinação da Justiça, nós vamos fazer uma plenária, chamar os alunos, para o pedido de perdão”, confirmou a vice-diretora do colégio, Kátia Antunes. Segundo ela, a funcionária não trabalha mais na escola. Já a filha da agressora segue estudando na instituição de ensino. “A criança não tem nada a ver com a história”, pondera a educadora.
O texto deverá ser lido em voz alta para o público presente na escola, no dia marcado. Em seguida, será fixado no mural do colégio por sete dias corridos, a contar da data da apresentação. Maria do Socorro deverá ainda pagar à professora a quantia de R$ 1 mil, dividida em 10 parcelas de R$ 100, a título de indenização. A sentença é irrecorrível.
“Não provoquei ninguém”
Em 26 de junho deste ano, câmeras de segurança registraram o momento em que a mulher agride a educadora. Nas imagens (veja abaixo), é possível observar que a mãe da estudante, de blusa amarela estampada, briga com a professora, irrita-se e agride a funcionária, que não reage. A mulher precisou ser contida pelo professor de educação física do centro de ensino, que acompanhava de perto a discussão.
À época, a educadora social disse ter ficado traumatizada com o ocorrido. “Não estou bem, não consegui dormir nem comer ainda. Não provoquei ninguém, ela já chegou me ameaçando. Fui atacada”, relatou.
https://youtu.be/_xW8TNYAcHM
