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Enquanto colhe depoimentos de familiares e pessoas próximas a Raphaella Noviski, 16 anos, a Polícia Civil de Alexânia (GO) concentra esforços na busca pelo homem que vendeu ao assassino confesso da jovem a arma usada para matá-la. A delegada Rafaela Azzi, responsável pelo caso, afirmou ao Metrópoles que agentes saíram às ruas na quinta-feira (9/11) à procura de quem forneceu o revólver calibre .32 a Misael Pereira Olair, 19. Porém, não encontraram o suposto vendedor.

“Ainda não conseguimos colocar a mão em quem vendeu a arma. Ele já sabe que a polícia está no encalço, mas vamos localizá-lo e ouvi-lo”, afirmou. Segundo a investigadora, a identidade do suspeito, um morador de Alexânia, será preservada para não atrapalhar as ações policiais.

A delegada afirmou também que, na próxima terça-feira (14/11), Misael será submetido a avaliações psicológicas e psiquiátricas no Instituto de Criminalística de Goiânia. O resultado desses exames vai abastecer o inquérito, o qual Rafaela tem de concluir até o próximo dia 20. Na sequência, a investigação será enviada à Justiça, que encaminhará os autos ao Ministério Público, para apresentação de denúncia.

Na quinta, a delegada tentou ouvir três alunas que presenciaram o momento em que o rapaz disparou 11 vezes contra Raphaella. Entretanto, as colegas da vítima optaram por não falar sobre o caso, pelo menos por enquanto, segundo a investigadora. Nesta sexta (10), Rafaela Azzi tentará colher depoimentos de funcionários do Colégio Estadual 13 de Maio, local do crime.

Tragédia
O crime chocou Alexânia, cidade com 26 mil habitantes, a 88km de Brasília. Raphaella foi assassinada na última segunda-feira (6/11) com 11 tiros à queima-roupa, sete deles no rosto. Para cometer o homicídio, Misael pulou o muro da escola, invadiu a sala onde a jovem estudava e disparou contra ela. A entrada dele no local e o pânico dos estudantes foram registrados por câmeras de segurança.

Na sequência, Misael tentou fugir em um carro conduzido por um amigo, que havia levado o rapaz até o colégio. A dupla acabou presa. Além do revólver calibre .32, o assassino confesso portava uma faca e uma máscara, utilizada por ele na hora do crime. Em depoimento, o rapaz disse que matou a estudante por sentir “ódio”, já que a jovem não correspondia às investidas dele.

Veja a confissão de Misael:

 

 

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