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Entorno e Goiás

Assassino de Raphaella Noviski invadiu casa da jovem antes de matá-la

Misael, que tentou dar colar de presente à estudante, passará por avaliação psicológica e psiquiátrica. Inquérito será concluído até dia 20

09/11/2017 15:04, atualizado 09/11/2017 20:40
Michael Melo/Metrópoles
Assassino de Raphaella Noviski invadiu casa da jovem antes de matá-la

Assassino confesso da estudante Raphaella Noviski, 16 anos, Misael Pereira Olair, 19, chegou a invadir a casa da jovem dias antes de matá-la. O ato foi apenas uma das investidas dele contra a estudante, confirmando a obsessão que sentia. “Ele a conheceu em uma lan house. Fez de tudo para se aproximar. Tentou dar um colar a ela, que não aceitou. Entrou na casa dela. A jovem relatou para a família esse fato”, contou a delegada Rafaela Azzi, responsável pelo caso.

Nesta quinta-feira (9/11), novas testemunhas serão ouvidas pela delegada. Parentes, colegas e profissionais da escola em que Raphaella estudava e onde foi morta, em Alexânia (GO), vão colaborar com depoimentos.

Misael fará avaliações psicológicas e psiquiátricas no Instituto de Criminalística de Goiânia. A data da viagem para a capital do estado não foi confirmada, mas a transferência deve ocorrer nos próximos dias. O rapaz atentou contra a própria vida pelo menos três vezes desde segunda-feira (6), quando foi preso logo após invadir a Escola Estadual 13 de Maio e dar 11 tiros na adolescente.

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O resultado desses exames vai abastecer o inquérito que está sendo feito pela Delegacia de Alexânia. Rafaela Azzi confirmou que espera concluir o caso até 20 de novembro. “Já tenho a minha opinião formada sobre o feminicídio, mas esses laudos vão colaborar com novos materiais para o julgamento do Misael”, disse ao Metrópoles.

A reportagem apurou que Misael juntou dinheiro para adquirir a arma com a qual efetuou 11 disparos em Raphaella. “Essa questão da arma trouxe novos pontos para a investigação, mas não posso dar maiores detalhes”, despistou a delegada.

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18 imagens
Misael chega para audiência de custódia
Populares tentam impedir saída de Misael do Fórum
Audiência no Fórum de Alexânia
Mãe durante a audiência de custódia
Misael durante audiência de custódia
Misael com o olho esquerdo roxo
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Misael com o olho esquerdo roxo

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Misael chega para audiência de custódia
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Misael chega para audiência de custódia

Populares tentam impedir saída de Misael do Fórum
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Populares tentam impedir saída de Misael do Fórum

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Audiência no Fórum de Alexânia
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Audiência no Fórum de Alexânia

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Mãe durante a audiência de custódia
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Mãe durante a audiência de custódia

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Misael durante audiência de custódia
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Misael durante audiência de custódia

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Assassino confesso chega para audiência de custódia
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Assassino confesso chega para audiência de custódia

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Escola 13 de Maio: crime chocou alunos, professores e pais
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Escola 13 de Maio: crime chocou alunos, professores e pais

Mãe de Raphaella durante o enterro da filha
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Mãe de Raphaella durante o enterro da filha

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Acusado sai de camburão da delegacia
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Acusado sai de camburão da delegacia

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Delegada Rafaela Azzi, responsável pelo caso
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Delegada Rafaela Azzi, responsável pelo caso

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Perícia na escola onde ocorreu o crime
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Perícia na escola onde ocorreu o crime

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Policiais na escola onde ocorreu o crime
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Policiais na escola onde ocorreu o crime

Raphaella foi morta na Escola Estadual 13 de Maio, em Alexânia (GO)
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Raphaella foi morta na Escola Estadual 13 de Maio, em Alexânia (GO)

Reprodução/Facebook
Menina tinha 16 anos
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Menina tinha 16 anos

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Acusado de matá-la pulou o muro da escola
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Acusado de matá-la pulou o muro da escola

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Raphaella estava em sala de aula quando foi assassinada
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Raphaella estava em sala de aula quando foi assassinada

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Misael confessou o crime
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Misael confessou o crime

Reprodução/WhatsApp

Advogado sofre ameaças
Responsável pela defesa de Davi José de Souza, 49 anos, homem apontado como comparsa de Misael no crime, o advogado Joel Pires de Lima relata que ele e sua família têm sofrido retaliações. “Estamos sendo ameaçados. Recebemos ligações anônimas”, denuncia. “Uma sociedade que se diz cristã e protestante, pega os ensinamentos de Cristo e joga no lixo”, desabafa.

Joel lembra que ele não está à frente da defesa de Misael Pereira Olair. Esclarece que, no dia da audiência de custódia do réu, foi intimado pelo juiz a participar do caso pelo fato de a família do assassino confesso não ter indicado um advogado. “A população atacou apenas o acusado e com razão, mas ninguém apontou a responsabilidade do Estado. Não foi falado de aumentar a segurança nas escolas”, observa Joel.

Caso não seja indicado um advogado para Misael, a Defensoria Pública do Estado de Goiás definirá um profissional para atuar no caso.

Caso chocou Alexânia
O crime chocou Alexânia, cidade com 26 mil habitantes, a 88 quilômetros do DF. Raphaella foi assassinada com 11 tiros à queima-roupa, sete deles no rosto, em 6 de novembro. Misael pulou o muro da escola 13 de Maio, invadiu a sala onde a jovem estudava e disparou contra ela. A entrada dele no local e o pânico dos estudantes foram registrados por câmeras de segurança.

Na sequência, Misael tentou fugir em um carro conduzido por Davi, que havia levado o rapaz até o colégio. A dupla acabou presa. Além do revólver calibre .32, o assassino confesso portava uma faca e uma máscara, utilizada por ele na hora do crime. Em depoimento, Misael disse que matou a estudante por sentir “ódio” dela, já que a jovem não correspondia às investidas dele.