Mulher é presa por engano após ser confundida com irmã gêmea

O caso ocorreu em Goiânia; Lucilene passou o fim de semana presa e só foi solta nesta segunda (23/3)

atualizado

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Martelo que simboliza a Justiça - Metrópoles
1 de 1 Martelo que simboliza a Justiça - Metrópoles - Foto: Divulgação/MPPI

Uma mulher foi presa por engano, após ser confundida com a irmã gêmea, e passou o fim de semana na cadeia. O caso ocorreu na última sexta-feira (20/3), em Goiânia.

Segundo o advogado Kalleb Reis, que faz a defesa de Lucilene, de 36 anos, as irmãs têm nomes muito parecidos. “O processo judicial, que culminou no mandado de prisão, traz a condenação da Luciene (irmã de Lucilene)”, comentou.

O defensor disse ao Metrópoles que o processo, que corre no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), tem 2,4 mil páginas sem qualquer menção a Lucilene, indícios de envolvimento ou de suspeita.

“A única referência a ela é a informação sobre o parentesco com Luciene, justamente para evitar equívocos e distorções processuais”, pontuou.

De acordo com Kalleb, o mandado, com pena de 18 anos em regime fechado, foi cumprido pela Polícia Militar de Goiás (PMGO) na tarde de sexta-feira (20/3), enquanto Lucilene se preparava para o trabalho.

Ele afirmou que só conseguiu a liberdade da cliente após convencer o juiz do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO), que não tinha conhecimento sobre o caso, a liberar Lucilene mediante uso de tornozeleira eletrônica, até que o magistrado de Tocantins, responsável pelo caso, reconheça o erro.

O advogado disse que Lucilene ficou abalada, fragilizada e afetada financeiramente, por causa do erro judicial. “Ela trabalha com buffet e, durante o tempo em que esteve presa, teve que devolver dinheiro de várias contratações, sendo uma delas para a etapa da MotoGP em Goiânia”, lamentou o advogado.

É uma sucessão de erros, que estão afetando sua vida. Ela sofreu e ainda sofre muito com essa situação, principalmente por estar usando tornozeleira eletrônica. Foi um erro gravíssimo. É difícil de entender, é inadmissível. Não imaginamos que algo assim possa ocorrer na esfera judicial”, ressaltou.

A reportagem procurou o TRF-1 e a PMGO, e aguarda retorno. O espaço segue aberto para esclarecimentos.

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