Empresários e GDF buscam solução para recuperar Teatro Nacional

Projeto viabiliza a revitalização do espaço, que está fechado há cinco anos

Felipe Menezes/MetrópolesFelipe Menezes/Metrópoles

atualizado 23/07/2019 11:21

Empresários e representantes do governo fizeram uma visita na tarde dessa segunda-feira (22/07/2019) ao  Teatro Nacional Cláudio Santoro. A intenção foi conhecer o atual estado de conservação do monumento, que está fechado há mais de cinco anos, e debater formas de reabrir o espaço cultural, um dos mais importantes da capital do país.

Na ocasião. a Federação do Comércio (Fecomércio) se propôs a unir os empreendedores e mobilizar as suas entidades e a sociedade brasiliense em busca da recuperação do monumento.

Os secretários de Governo do DF e de Cultura e Economia Criativa, José Humberto Pires e Adão Cândido, respectivamente, acompanharam os empresários. O presidente da Fecomércio-DF, Francisco Maia, explicou que a entidade, junto aos sindicatos da sua base e de outros setores, está elaborando um projeto conjunto para viabilizar a revitalização. A ideia é que o espaço esteja pronto para uso em 2010, no aniversário de 60 anos de Brasília.

“Esse equipamento não é só do governo, mas de toda a sociedade. Nós, como setor produtivo, estamos mobilizando os empresários para tentar arrumar uma solução para ajudar a financiar essa obra”, afirmou Francisco Maia.

Auditoria do TCDF
Reportagem publicada no começo de 2019 pelo Metrópoles mostrou o estado precário do Teatro Nacional. Até fezes foram encontradas no local. Auditoria do Tribunal de Contas do DF (TCDF) realizada em junho do ano passado apontou a necessidade de reforma imediata. Durante a vistoria, os auditores relataram ter encontrado “graves falhas no sistema de manutenção, necessitando de reparos urgentes”.

Segundo a Corte, “as portas de acesso à Sala Martins Penna e ao Espaço Dercy Gonçalves estavam quebradas; as vigas estruturais apresentavam rachaduras; havia sinais de infiltração no telhado e nas paredes externas, além de mofo no carpete da Sala Villa-Lobos; os elevadores estavam fora de serviço; e o sistema de ar-condicionado causava insalubridade (soltando lã de vidro)”.

Além disso, os cubos decorativos das paredes externas não tinham a devida impermeabilização, apesar de terem sido recentemente trocados. Constatou-se ainda a precariedade do espaço reservado para o restaurante, no topo do edifício, e dos camarins, que estão em péssimo estado de conservação.

Com informações da Fecomércio

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