Em nova votação, Chico Maia é confirmado na presidência da Fecomércio

O empresário foi eleito na manhã desta quarta-feira (6/2), por unanimidade, para presidir a entidade pelos próximos três anos

Luciano Freire / FecomércioLuciano Freire / Fecomércio

atualizado 06/02/2019 16:28

Após nova eleição, realizada na manhã desta quarta-feira (6/2), o empresário Francisco Maia foi eleito, por unanimidade, presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Distrito Federal (Fecomércio-DF) pelos próximos três anos. O pleito ocorreu após a Confederação Nacional do Comércio (CNC) questionar a legitimidade do processo de escolha anterior, realizado pelo Conselho de Representantes da instituição brasiliense.

A votação desta quarta (6) ocorreu durante reunião de diretoria da entidade, com a participação de 27 membros efetivos. “Quero fazer um agradecimento a três pessoas que foram fundamentais na decisão de continuar nessa luta: o presidente da CNC, José Roberto Tadros, o vice-presidente Francisco Valdeci de Sousa Cavalcante, e o primeiro vice-presidente administrativo Luiz Gastão Bittencourt”, disse Maia após a nova eleição.

O novo presidente da entidade assumiu o posto local após a renúncia do ex-comandante da entidade Adelmir Santana, em 7 de janeiro. Maia era vice-presidente e passou a responder interinamente até convocar uma assembleia, 11 dias depois, destinada a referendar o nome dele para presidir oficialmente a instituição. Na ocasião, o empresário obteve 16 votos favoráveis e 10 contrários. Insatisfeito com o resultado, o grupo adversário apresentou denúncia formal à CNC.

Um parecer jurídico da entidade nacional obtido pelo Metrópoles elencava irregularidades para a realização do pleito de 18 de janeiro. Em razão desse entendimento, a expectativa da oposição era que a nova eleição fosse convocada.

O documento, assinado pelo advogado Alain Alpin Mac Gregor, concluiu que “a ocupação do cargo vacante do presidente da Fecomércio-DF foi feita de forma irregular, não tendo respeitado o contexto do estatuto da entidade, o princípio democrático de direito e a necessidade de se realizar eleição para o exercício de qualquer cargo eletivo, como o de dirigente sindical”.

Chico Maia afirmou na época ter sido vítima de “perseguição política sem trégua armada por oponentes”. O empresário garantiu ter conduzido o processo seguindo à risca o previsto pelo estatuto da Fecomércio e disse ainda que havia sido eleito pela maioria dos votos do Conselho de Representantes, órgão máximo da instituição.

Acordo
Em novembro de 2018, o ex-senador Adelmir Santana resolveu testar seu nome e lançou uma chapa independente à presidência da CNC, contrariando o grupo da situação, mas acabou derrotado por 24 votos a 4. Dois meses depois, convocou reunião extraordinária da Fecomércio-DF para comunicar a decisão de deixar o posto após 17 anos.

Internamente, Chico Maia era tido como aliado de Adelmir, que fez oposição ao atual presidente da CNC. No entanto, Maia acabou compondo com Tadros e outros dirigentes da confederação. Diante disso, o empresário conseguiu diminuir a resistência e a oposição entrou em acordo para a formação de chapa única.

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