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Eleições 2022

Eleição de 2022 teve 46,5% mais idosos acima de 70 anos votando no DF

Segundo dados do TRE-DF, o primeiro turno da eleição deste ano contou com 88,8 mil pessoas com 70 anos ou mais indo às urnas

05/11/2022 02:30, atualizado 05/11/2022 09:28
Matheus Veloso/Metrópoles
foto colorida. Mulher branca de cabelos brancos segura o titulo de eleitor

As eleições de 2022 no Distrito Federal contaram com mais de 88,8 mil idosos com 70 anos ou mais exercendo o direito ao voto. O número é 46,5% maior do que o registrado no pleito de 2018 – quando 60,5 mil pessoas dessa faixa etária compareceram às urnas.

Os dados são do Tribunal Regional Eleitoral do DF (TRE-DF) e dizem respeito ao primeiro turno, já que as informações do segundo turno ainda não estão disponíveis.

O número de idosos que votaram nas eleições de 2022 no DF também é maior do que o de 2014. Há oito anos, 50,9 mil pessoas acima de 70 anos participaram do pleito.

No Brasil, o voto deixa de ser obrigatório a partir dos 70. Porém, neste ano, a aposentada Célia Maria de Souza, 75 anos, saiu de casa para ir às urnas. “Voto desde os 18 anos. Participo de todas as eleições porque eu gosto e acho importante para fazer valer a democracia. É uma das formas de nos sentirmos cidadãos”, explica.

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“Sempre falo com meus filhos e netos sobre a importância do voto. Não interessa em quem eles votarão, pois isso vai de acordo com a consciência de cada um. O que importa é exercer esse direito. A verdade é que se a gente não vota, a gente aceita viver em um mundo que escolhem para gente e não que a gente escolheu”, reflete Célia.

Ela afirma que, em 2022, não teve problemas na seção. “No primeiro turno, fui à seção bem cedinho e rapidinho votei e retornei para casa. No segundo, foi ainda mais rápido, em questão de 3 minutos já havia cumprido o meu papel como cidadã.”

Aos 95 anos, morador da Asa Norte faz questão de votar: “Todo feliz”

Importância da eleição

Margarida Zélia Rainha, 83, também comenta que nunca perdeu um pleito na vida. “Estava fazendo as contas, e acho que já votei umas 15 vezes.”  Moradora de Águas Claras, ela afirma que pretende continuar participando das eleições enquanto puder.

“[O voto] não é mais obrigação oficial, mas é obrigação de uma pessoa que está nesta vida. Eu faço minhas coisas, tenho minha ideologia. Enquanto eu puder, estar consciente e escolhendo o que é melhor pra mim, estarei votando”, diz.
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A aposentada afirma que gosta do processo eleitoral
Apreciadora de política e de história, ela afirma que todos da família exercem o direito ao voto
Margarida votou nos dois turno este ano
Célia Maria afirma que incentiva todos os familiares a votarem
A aposentada votou nos dois turnos no DF
Margarida Rainha, 83, participou de, pelo menos, 15 eleições
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Margarida Rainha, 83, participou de, pelo menos, 15 eleições

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A aposentada afirma que gosta do processo eleitoral
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A aposentada afirma que gosta do processo eleitoral

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Apreciadora de política e de história, ela afirma que todos da família exercem o direito ao voto
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Apreciadora de política e de história, ela afirma que todos da família exercem o direito ao voto

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Margarida votou nos dois turno este ano
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Célia Maria afirma que incentiva todos os familiares a votarem
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Célia Maria afirma que incentiva todos os familiares a votarem

Jéssica Ribeiro/Metrópoles
A aposentada votou nos dois turnos no DF
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A aposentada votou nos dois turnos no DF

Jéssica Ribeiro/Metrópoles

A aposentada relata que toda a família faz questão de votar. “Todos votam. São maiores de idade e têm uma opinião. Procuro escolher o que é menos pior e, atualmente, estamos em uma situação complicada aqui no Brasil. E isso mexe comigo”, diz.

Margarida ainda manda um recado. “A gente tem que aceitar as leis e o que a votação definiu”, disse, sobre o processo eleitoral.

Resultados de 2022

No DF, o governador Ibaneis Rocha (MDB) foi reeleito ainda no primeiro turno, com 50,30% dos votos válidos, totalizando 832.633 sufrágios. Para a Presidência da República, o candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vai presidir o Brasil pela terceira vez, 12 anos após deixar o cargo.

O petista foi eleito com 50,90% dos votos válidos, vencendo o atual mandatário Jair Bolsonaro (PL) – primeiro presidente brasileiro que não consegue renovar o mandato nas urnas desde o instituto da reeleição, em 1998.