Para 30% dos alunos da UnB, acesso à internet é precário ou inexistente
Levantamento avaliou condições para retomada de aulas remotas, prevista para 17 de agosto, junto a professores, técnicos e estudantes
atualizado
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Os diretores de unidades da Universidade de Brasília (UnB) receberam nesta semana um balanço geral da Pesquisa Social UnB: condições para a retomada do calendário, realizada pelo Comitê de Coordenação das Atividades de Recuperação (CCAR). Os resultados apresentam perfil socioeconômico da comunidade universitária, avaliação da disponibilidade de equipamentos de informática, acesso à internet, condições de trabalho/estudo no domicílio, uso de ferramentas digitais e situação de saúde dos membros da comunidade e suas famílias.
Confira os principais resultados dos dados coletados com alunos da instituição:
- 6% não têm computador ou tablet, próprio ou compartilhado;
- Aproximadamente 30% têm acesso precário, lento ou não têm qualquer acesso à internet;
- 74% do corpo discente são usuários de ônibus, transporte público e coletivo, como modal mais frequente de locomoção aos campi;
- A comunidade discente entrevistada é afetada pela pandemia, é dependente do SUS e tem familiares em grupos de risco.
Ao todo, foram coletados 25.897 questionários on-line. Participaram docentes (77,7%), estudantes da graduação (50%) e da pós-graduação (20,2%), além de técnicos da instituição (40,6%).
Conectividade
Trata-se do primeiro banco de dados desse tipo coletado de forma institucional pela UnB. Com os resultados da pesquisa, a Reitoria saberá quantas pessoas precisarão de apoio para conectividade na retomada do calendário acadêmico, prevista para 17 de agosto, no modelo remoto.
Esse suporte inclui o lançamento de editais para garantir o acesso à internet pelos estudantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica, bem como pagamento de auxílio ou empréstimo de máquinas a discentes sem computador ou tablet.
“Agora, a UnB tomará as necessárias medidas de disponibilização de equipamentos de informática e de acesso à internet”, diz o vice-reitor da instituição, Enrique Huelva, coordenador do CCAR. “Os dados são úteis para aprimorar nossa vida acadêmica. As informações auxiliam sobremaneira a organização da retomada das atividades não presenciais”, avalia o gestor. (Com informações da Secom/UnB)






