Alunos da UnB decidem aderir à greve geral estudantil no dia 15

Decisão foi tomada em audiência realizada pelo DCE da instituição na tarde desta quarta-feira (08/05/2019)

JP Rodrigues/MetrópolesJP Rodrigues/Metrópoles

atualizado 09/05/2019 14:08

Estudantes da Universidade de Brasília (UnB) irão aderir à paralisação nacional da educação prevista para ocorrer em 15 de maio. A decisão foi tomada após assembleia-geral realizada na tarde desta quarta-feira (08/05/2019) pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE) da instituição.

A reunião ocorreu no dia seguinte ao “abraço simbólico” realizado na Biblioteca Central da UnB, nessa terça-feira (07/05/2019). O ato foi promovido em resposta ao anúncio do Ministério da Educação (MEC) de cortar verbas das universidades públicas de todo o país.

Na audiência, também ficou decidida a realização de um ato em frente ao MEC no mesmo dia 15. Na próxima terça-feira (14/05/2019), os estudantes realizarão a Marcha da Balbúrdia – uma caminhada do campus Darcy Ribeiro até a sede do órgão, na Esplanada dos Ministérios.

Segundo o diretório, a assembleia teve caráter consultivo, uma vez que não atingiu o quorum mínimo para ter efeito deliberativo. No encontro, apareceram 992 estudantes, totalizando aproximadamente 2% dos alunos matriculados. “Embora não tenha atingido o número mínimo, o DCE está estudando como dar segmento aos encaminhamentos aprovados. Temos o compromisso de atuar em todas as vias institucionais possíveis para reverter esses cortes no orçamento da UnB”, afirmou em nota.

 

“Abraço”
Nesta última terça (07/05/2019), alunos, parlamentares, líderes estudantis e servidores da Universidade de Brasília (UnB) fizeram um protesto contra o corte de recursos na instituição de ensino. Após se concentrarem na biblioteca, deram um abraço coletivo e depois foram recebidos pela reitora, Márcia Abrahão.

“Como ex-aluna da universidade, muito me orgulha ver a UnB sempre unida em prol da sobrevivência desta instituição. Vamos lutar para que nossa comunidade não precise mais fazer nenhum tipo de sacrifício”, destacou. Ela classificou a situação como “gravíssima”. “Temos R$ 48 milhões bloqueados”, disse.

Entre os parlamentares presentes, as deputadas federais Erika Kokay (PT-DF), Gleisi Hoffmann, também presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, e Maria do Rosário (PT-RS). Os discursos foram inflamados. “Querem nos tirar a consciência crítica. Um ataque à democracia, à nossa liberdade. Que medo eles têm de vocês?”, disse a parlamentar do Distrito Federal.

Aos gritos de “não vai ter corte, vai ter luta”, estudantes “abraçaram” a Biblioteca Central da UnB. Também anunciaram um movimento no dia 15 de maio. “Bolsonaro, preste atenção, no dia 15 vai ter paralisação”, disseram.

O ato na UnB, organizado pelos estudantes, ocorreu no mesmo momento em que o ministro da Educação, Abraham Weintraub, participava de audiência no Senado. Aos parlamentares, ele disse que não houve corte em recursos de universidades, mas sim “contingenciamento”.

 

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