Alunos marcam tuitaço contra corte de verbas em universidades públicas

A campanha, organizada pela União Brasileira de Estudantes Secundaristas (UBES), convidou públicas para postar a hashtag #tireamãodomeuif

Marcos Corrêa/PRMarcos Corrêa/PR

atualizado 06/05/2019 19:50

Estudantes das redes federais de ensino se mobilizaram contra os cortes anunciados pelo governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL). Para mostrar a indignação, os alunos farão, nesta terça-feira (07/05/2019), um “tuitaço”, às 15h com a hashtag #tireamãodomeuif.

A campanha, organizada pela União Brasileira de Estudantes Secundaristas (UBES), pediu que alunos de todo o Brasil enviassem vídeos para a entidade falando sobre a importância de suas escolas e demonstrando a contrariedade com os cortes de 30% no orçamento anual.

Confira alguns dos vídeos publicados no Instagram da UBES e o post que convida os estudantes a participar do tuitaço:

 

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#TiraAMãoDoMeuIF 📸⠀ IFNMG – CAMPUS MONTES CLAROS

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#TiraAMãoDoMeuIF 📸⠀ IFPI-Piripiri

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#TiraAMãoDoMeuIF 📸⠀ IFMG – Campus Santa Luzia

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Entenda
O corte de verbas foi apresentado pelo ministro da Educação, Abraham Weintraub, logo após chegar ao cargo. Segundo ele, o Ministério da Educação (MEC) vai cortar recursos de universidades que não apresentarem desempenho acadêmico esperado e, ao mesmo tempo, estiverem promovendo “balbúrdia” em seus campus.

Três universidades já foram enquadradas nesses critérios e tiveram repasses reduzidos: a Universidade de Brasília (UnB), a Universidade Federal Fluminense (UFF) e a Universidade Federal da Bahia (UFBA), disse. Segundo ele, a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), em Minas Gerais, está sob avaliação.

“Universidades que, em vez de procurarem melhorar o desempenho acadêmico, estiverem fazendo balbúrdia, terão verbas reduzidas”, disse o ministro, segundo reportagem de Renata Agostini, de O Estado de São Paulo.

De acordo com Weintraub, universidades têm permitido que aconteçam em suas instalações eventos políticos, manifestações partidárias ou festas inadequadas ao ambiente universitário. “A universidade deve estar com sobra de dinheiro para fazer bagunça e evento ridículo”, disse. Ele deu exemplos do que considera bagunça: “Sem-terra dentro do campus, gente pelada dentro do campus”.