Preço do litro da gasolina volta a cair para menos de R$ 4 no DF

Confira a lista dos postos de combustíveis com os valores mais em conta cobrados no Distrito Federal

JP Rodrigues/MetrópolesJP Rodrigues/Metrópoles

atualizado 11/07/2019 12:12

Os brasilienses foram surpreendidos, nesta quarta-feira (10/07/2019), com mais uma queda no preço final da gasolina, que já chega a ser vendida a R$ 3,98 o litro em alguns postos da capital. A redução acontece apos as medidas adotadas pela Petrobras para diminuir o preço ofertado para revendedoras e refinarias.

O Posto Cascol da 302 Norte está vendendo a gasolina aditivada por R$ 3,98. Vizinho à concorrente, o Posto Fratelli, na 303 Norte, também apresentou redução e vende o combustível comum a R$ 3,99.

Os demais estabelecimentos consultados pelo Metrópoles mantiveram os valores praticados no início da semana, que já contavam com uma redução média de R$ 0,10 em relação ao período anterior.

Fora do Plano Piloto, o valor mais em conta encontrado pela reportagem foi de R$ 4,03, no Petrolino, em Taguatinga. Já os postos Céu, na Quadra 5 de Ceilândia, e Pioneiro, na Quadra 2 do Núcleo Bandeirante, cobram R$ 4,08.

Veja lista de postos consultados pelo Metrópoles:

  • Cascol Combustíveis (302 Norte) – R$ 3,98 (aditivada)
  • Posto Fratelli (303 Norte) – R$ 3,99
  • Petrolino (Centro de Taguatinga) – R$ 4,03
  • Posto Rota 406 (406 Sul) – R$ 4,079
  • Posto da Torre (Setor Hoteleiro Sul) – R$ 4,08
  • Auto Posto JK (411 Sul) – R$ 4,08
  • Posto do Céu (Gleba 4, às margens da DF-180, Ceilândia) – R$ 4,08
  • Jarjour (Eixinho, 206 Norte) – R$ 4,09
  • Jarjour (Eixinho, 210 Norte) – R$ 4,09
  • Posto Shell (Setor Terminal Norte) – R$ 4,09
  • Nenen’s (Centro de Taguatinga) – R$ 4,09
  • Auto Posto Lago Norte (QI 5, Lago Norte) – R$ 4,18
  • Quadra 8 (Quadra 8, Sobradinho) – R$ 4,19
Aumentos

Segundo o informativo da Petrobras, uma queda no preço do litro da gasolina de R$ 0,0778 e no litro do diesel de R$ 0,0825 nas refinarias começou a valer a partir dessa terça-feira (09/07/2019). Conforme o Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis e de Lubrificantes do DF (Sindicombustíveis-DF), contudo, existe chance de os valores serem aumentados em outros estabelecimentos.

“O preço baixou sem nenhum fator novo no mercado até esse anúncio de segunda-feira[08/07/2019]. Então, pode haver uma recuperação de caixa por parte das empresas”, afirma Paulo Tavares, presidente da entidade. Segundo ele, as margens de lucros dos empresários foram achatadas desde o último mês em prol dos consumidores.

A redução dessa terça-feira (09/07/2019) foi a primeira em 30 dias e, segundo o presidente do Sindicombustíveis-DF, é um dos indicadores de que a política de preços da Petrobras está em uma mudança silenciosa. “O valor caiu, na contramão do que era estabelecido antes. Se comparar a variação cambial do dólar registrada no último dia 12 e o aumento de 5 dólares no barril de petróleo internacional, era para tudo ter aumentado R$ 0,07”, especula.

De acordo com o presidente da Associação dos Importadores de Combustíveis (Abicom), Sergio Araújo, desde o último ajuste no preço, em 11 de junho, a gasolina já subiu 7% no exterior, o que eleva a defasagem do preço interno em relação ao preço internacional para 189,75%, no porto de Suape, e de 153,14% no Porto de Santos.

Diesel

Em relação ao diesel, Araújo afirma que a defasagem média está em torno dos 78%. “Mesmo depois de assinar um termo de compromisso [TCC] de cessação com o Cade [Conselho Administrativo de Defesa Econômica], a Petrobras pratica preços abaixo da paridade. Não sei se estão de olho no mercado de etanol, mas causa estranheza e inviabiliza qualquer tipo de importação”, afirmou, referindo-se à queda do preço do etanol nas últimas semanas, o que reduz a venda de gasolina.

A estatal assinou, em 11 de junho, com o Cade, um TCC para acabar com o monopólio que exerce no mercado de refino, comprometendo-se a vender refinarias e logísticas para ampliar o número de agentes no segmento. No entanto, a estatal não se comprometeu a manter a paridade internacional, política de preços declarada desde a entrada do ex-presidente Pedro Parente e que vem sendo reafirmada pelo atual presidente, Roberto Castello Branco.

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