Após 5 quedas consecutivas, cresce intenção de consumo entre brasilienses

Em agosto, a capital federal atingiu 66 pontos, contra 65,1 computados no mês anterior. Julho teve o menor resultado da história do DF

atualizado 15/09/2020 17:54

Agência Brasil/Imagem Ilustrativa

Cresceu o índice que mede a intenção de consumo das famílias brasilienses (ICF). A informação foi divulgada, nesta terça-feira (15/9), pela Fecomércio-DF.

Segundo a entidade, está é a primeira alta após cinco quedas consecutivas no ICF. Em agosto, a capital federal atingiu 66 pontos, contra 65,1 computados no mês anterior. Julho representou o menor resultado apresentado pela pesquisa desde o início da série histórica, em janeiro de 2010.

Apesar do crescimento, o índice ainda está abaixo do registrado em agosto de 2019, que foi de 96,9 pontos. O ICF mede valores de 0 a 200, sendo que resultados abaixo de 100 apontam pessimismo por parte da população.

De acordo com o presidente da Fecomércio-DF, Francisco Maia, a última vez que os dados apresentaram valores na zona de otimismo foi no mês de fevereiro (103,8).

“Em março, a intenção de consumo e o próprio consumo dos brasilienses começaram a cair por conta da pandemia e do fechamento do comércio”, explica.

Maia afirma que o crescimento registrado após quedas consecutivas tem relação com a retomada das atividades comerciais no DF, antes paralisadas pela pandemia do novo coronavírus.

“Com a reabertura das lojas e com a confiança que os empresários estão passando aos clientes, obedecendo todas as normas de saúde, as pessoas voltam a consumir, mesmo que ainda timidamente. Além disso, o cliente está mais disposto a comprar pela internet”, informa Francisco Maia.

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Mais números

O estudo realizado pela Fecomércio também aponta índices de segurança dos brasilienses quanto ao desemprego. Segundo a pesquisa, 32,6% da população está insegura, enquanto 15,2% está otimista.

Sobre a atual situação do crédito, 30,1% das famílias disseram que o cenário é mais difícil do que o do ano passado, quando o assunto é compras a prazo.

Quando perguntados sobre como está o consumo atualmente, 66,6% afirmam que estão comprando menos do que em 2019.

 

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