Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Distrito Federal

DNA do peixe: brasiliense pagava por linguado, mas comia panga

Exame feito em pescados apreendidos revela que empresa importava espécie barata e a vendia a mercados como se fosse uma de melhor qualidade

Carlos Carone19/12/2019 17:03, atualizado 19/12/2019 18:08
Compartilhar notícia
PCDF/Divulgação
DNA do peixe: brasiliense pagava por linguado, mas comia panga

Os exames de DNA feitos em amostras dos peixes apreendidos na quarta-feira (18/12/2019), durante operação conjunta entre a Polícia Civil (PCDF), o Instituto de Defesa do Consumidor (Procon) e a Secretaria da Agricultura, confirmaram que milhares de brasilienses compravam uma espécie de pescado de qualidade inferior à anunciada.

De acordo com as investigações conduzidas pela Coordenação de Repressão aos Crimes contra o Consumidor, a Propriedade Imaterial e a Fraudes (Corf), hipermercados das asas Sul e Norte, além dos lagos Sul e Norte compravam, de boa-fé, o alimento fraudado.

As análises apontaram que os estabelecimentos compravam peixes da espécie panga, cultivada no Vietnã e importada pelo Brasil, acreditando tratar-se de linguado, de melhor qualidade e mais caro.

“O panga é um peixe bem mais barato e, com certeza, milhares de consumidores fizeram essa compra pensando estar adquirindo linguado. São espécies visualmente bem parecidas, mas com grande diferença de preço e qualidade”, explicou o delegado Rodrigo Carbone.

Além das fraudes, o delegado frisou que a distribuidora do pescado cometeu uma série de crimes relacionados à questão sanitária. “Essa empresa não tinha qualquer tipo de autorização para fazer essa comercialização, nem o selo do Serviço de Inspeção Federal (SIF) eles tinham regulamentado. As condições sanitárias eram as piores possíveis, com grandes possibilidades de contaminações severas”, afirmou.

DNA do peixe: brasiliense pagava por linguado, mas comia panga - destaque galeria
5 imagens
DNA do peixe: brasiliense pagava por linguado, mas comia panga - imagem 2
DNA do peixe: brasiliense pagava por linguado, mas comia panga - imagem 3
DNA do peixe: brasiliense pagava por linguado, mas comia panga - imagem 4
DNA do peixe: brasiliense pagava por linguado, mas comia panga - imagem 5
DNA do peixe: brasiliense pagava por linguado, mas comia panga - imagem 1
1 de 5

PCDF/Divulgação
DNA do peixe: brasiliense pagava por linguado, mas comia panga - imagem 2
2 de 5

PCDF/Divulgação
DNA do peixe: brasiliense pagava por linguado, mas comia panga - imagem 3
3 de 5

PCDF/Divulgação
DNA do peixe: brasiliense pagava por linguado, mas comia panga - imagem 4
4 de 5

PCDF/Divulgação
DNA do peixe: brasiliense pagava por linguado, mas comia panga - imagem 5
5 de 5

PCDF/Divulgação
Operação Acqua

A Operação Acqua, deflagrada nas primeiras horas da manhã de quarta-feira (18/12/2019), visou coibir a venda ilegal de produto animal em distribuidora de pescados na capital federal. Foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão na sede de uma empresa e na residência dos sócios.

A prática, segundo a PCDF, pode caracterizar crimes contra as relações de consumo, desobediência e falsificação e associação criminosa. A Acqua conta com o efetivo de 60 servidores. O Ministério da Agricultura também participou da ação.

Receba no seu email as notícias de Metrópoles DF

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters