DF: queimadas devastaram área equivalente a 3 regiões administrativas

Incêndio destruiu 5.408,62 hectares, área maior do que Águas Claras, Candangolândia e Cruzeiro juntas

Daniel Ferreira/MetrópolesDaniel Ferreira/Metrópoles

atualizado 23/08/2019 22:54

A seca que castigou o Distrito Federal neste ano agravou os incêndios e destruiu uma área de 5.408,62 hectares – maior do que as regiões administrativas de Águas Claras, Candangolândia e Cruzeiro juntas. O Corpo de Bombeiros combateu, em 2019, 5.110 focos de incêndio, índice 16% superior ao do mesmo período de 2018, quando 4.277 ocorrências devastaram 3.921,15 hectares de Cerrado.

Sem chuvas há 81 das e com a tendência de que as tardes continuem quentes e secas – a menos até o início de setembro –, a situação deve agravar as queimadas no pedaço brasiliense do segundo maior bioma brasileiro. Nos próximos dias, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a umidade relativa do ar deve se manter entre 20% e 30%, o que requer atenção, e as temperaturas vão bater os 32°C.

A última terça-feira (20/08/2019) foi o dia mais quente e seco deste inverno. Os termômetros chegaram a 32,6°C, e a umidade baixou a 16%.

“O fim de semana deve manter a tendência dos últimos dias, com sol e alguma nebulosidade mas, na semana que vem, é esperado um ligeiro declínio das máximas. Quanto às chuvas, não estão previstas, ao menos até a primeira semana de setembro. As mudanças acontecem muito rapidamente, mas o estabelecimento da estação chuvosa só deve ocorrer em outubro ou novembro”, explica a meteorologista do Inmet Nayane Araújo.

Recomendações

As principais recomendações da Defesa Civil são evitar a prática de atividades ao ar livre no período das 10h às 17h, aumentar a ingestão de líquidos, não tomar banhos prolongados com água quente e muito sabonete, descartar o uso excessivo de ar-condicionado e usar protetor solar. Crianças e idosos precisam de atenção especial, pois são os mais afetados.

Secretaria de Segurança Pública/Reprodução

Fique atento!

Entre 21% e 30% (estado de atenção)

  • Evitar exercícios físicos ao ar livre entre 11h e 15h;
  • Umidificar o ambiente por meio de vaporizadores, toalhas molhadas e recipientes com água;
  • Consumir água à vontade.

Entre 12% e 20% (estado de alerta)

  • Observar as recomendações do estado de atenção;
  • Suprimir exercícios físicos e trabalhos ao ar livre entre 10h e 17h;
  • Evitar aglomerações em ambientes fechados;
  • Usar soro fisiológico nos olhos e nas narinas.

Abaixo de 12% (estado de emergência)

  • Observar as recomendações para os estados de atenção e de alerta;
  • Interromper qualquer atividade ao ar livre entre 10h e 16h, como aulas de educação física, coleta de lixo, entrega de correspondência, etc;
  • Durante as tardes, manter os ambientes internos úmidos, principalmente quartos de crianças, hospitais, etc.

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