DF não está excessivamente endividado, mas gasta praticamente tudo o que arrecada, diz estudo

Segundo pesquisa do ObservaDF, o GDF apresenta problemas no fluxo de caixa desde 2015

atualizado

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Palácio do Buriti
1 de 1 Palácio do Buriti - Foto: Hugo Barreto/Metrópoles

Estudo do projeto Observatório de Políticas Públicas do DF (ObservaDF), ligado à Universidade de Brasília (UnB), revelou que o Governo do Distrito Federal (GDF) não está excessivamente endividado, mas gasta praticamente tudo o que arrecada. 

De acordo com o levantamento, o DF apresenta problemas no fluxo de caixa desde 2015. Segundo a pesquisa, a situação chegou a melhorar entre 2021 e 2023, mas voltou a piorar em 2024 e deve ser afetada pela crise do Banco do Brasília (BRB).

A análise das finanças públicas do GDF revela um quadro fiscal marcado por uma tensão estrutural entre a rigidez das despesas correntes e a volatilidade das receitas. A despesa com pessoal apresenta elevada rigidez, enquanto a receita corrente líquida flutua de forma mais acentuada. Ou seja, o desempenho da arrecadação é determinante para manter as contas no verde e o DF tem uma margem limitada para ajustes quando receita decepciona.

“O DF não está excessivamente endividado, mas gasta praticamente tudo o que arrecada, sem gerar poupança para investimentos, amortecimento de choques ou formação de reservas. Essa condição torna a saúde fiscal do DF particularmente sensível ao ciclo econômico e às decisões de política fiscal, especialmente em anos eleitorais”, pontua o estudo do ObservaDF.

De acordo com a pesquisa, a disponibilidade de caixa líquida do DF apresentou a pior situação em 2016, quando faltaram mais de R$ 1,5 bilhão. Em 2021 e 2023, houve saldo positivo de aproximadamente R$ 900 milhões e R$ 400 milhões, respectivamente. Em 2024, houve déficit de mais de R$ 500 milhões.

A partir de 2024, o indicador voltou ao território negativo, colocando o DF entre os seis estados com pior posição de caixa do país. O endividamento é baixo, mas as despesas de exercícios anteriores são altas.

A crise do BRB emergiu como um choque fiscal potencialmente transformador. De acordo com os pesquisadores, a eventual necessidade de capitalização com recursos públicos, em um contexto de caixa negativo e poupança corrente próxima de zero, expõe de forma aguda a ausência de margem fiscal do GDF para absorver choques orçamentários.

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