DF: após cortar embutidos, governo vai licitar merenda em escolas

GDF quer economizar até 20% do gasto atual, estimado em R$ 400 milhões por ano

Tony Winston/Agência BrasíliaTony Winston/Agência Brasília

atualizado 15/01/2020 16:35

O Governo do Distrito Federal (GDF) licitará o serviço de merenda escolar. A intenção é melhorar a qualidade da alimentação dos estudantes e reduzir o custo dos pratos de 15% a 20%. Em números concretos, a economia pode chegar a R$ 80 milhões anuais. Ainda segundo o Executivo local, a ideia é reaproveitar as merendeiras que trabalham nas escolas como fiscais das refeições.

Pelas contas preliminares da Secretaria de Educação, o gasto anual é de R$ 400 milhões. Entram no cálculo, mão de obra, compra de alimentos, armazenamento, logística, manutenção, aquisição de equipamentos, entre outros.

Na análise dos detalhes de gastos com merenda, R$ 89.678.867,77 são investidos diretamente em alimentos, transporte e armazenamento. Outros R$ 131.736.862,92 são destinados ao pagamento de mão de obra terceirizada, contratada para o preparo das refeições. O cálculo total inclui outras variáveis, como o gás de cozinha e utensílios.

Segundo o Palácio do Buriti, o serviço será divido entre cinco e seis instituições. Dessa forma, o DF não vai correr o risco de ficar refém de um só fornecedor. Além disso, as vencedoras competirão em entre si e fiscalizarão as demais. Os editais devem ser lançados até o fim de março de 2020.

Segundo a Secretaria de Educação, 699 escolas públicas servem refeições diariamente para 399.056 estudantes. Por dia, são entregues 489.353 pratos de comida. A cada ano, são preparadas 11 mil toneladas de alimentos. Os custos são bancados pelo DF e pela União.

Sem salsicha

Em 6 de janeiro de 2020, o governo aboliu alimentos embutidos, como presunto, salsicha e mortadela, do cardápio escolar. Para tanto, o GDF sancionou projeto de lei do deputado distrital Reginaldo Sardinha (Avante).

Ao longo de 2019, frutas e verduras ganharam espaço nas refeições. No entanto, a qualidade das refeições ainda é alvo de críticas de pais, professores e alunos.

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