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Deputados deixam base do governo Ibaneis após votação contra PL do BRB

Decisão foi confirmada dois dias após os distritais votarem contra o projeto e indicados dele serem exonerados do GDF

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1 de 1 joao-cardoso-e-manzoni - Foto: Metrópoles/Otavio Brito

Os deputados distritais João Cardoso (Avante) e Thiago Manzoni (PL) deixaram a base do atual Governo do Distrito Federal (CLDF) na Câmara Legislativa (CLDF).

João Cardoso confirmou a informação ao Metrópoles nesta quinta-feira (5/3). A decisão acontece dois dias após o deputado votar contra a aprovação do projeto de capitalização do Banco de Brasília (BRB) e indicados dele serem exonerados do GDF. “Não tem como me considerar como base do governo nesse momento mais”, disse.

“Os indicados que estão sendo exonerados são pessoas do grupo político da base de governo, que, inclusive, sempre apoiaram o Governo do Distrito Federal e que são do nosso grupo político também”, explicou o parlamentar, que agora se considera “deputado independente”.

O deputado disse, ainda, não se arrepender de ter votado contra a proposta e chamou a atitude do governo local de “retaliação”.

“A medida [as exonerações] é desnecessária, porque o que tivemos lá [no Plenário da CLDF] foi uma votação técnica, e [a exoneração] foi um tipo de retaliação por não ter votado a favor de um projeto que eu analisei tecnicamente como auditor fiscal e que vi que tem várias falhas.  Não acredito que esse projeto resolverá o problema do banco. E eu pensei que outras soluções poderiam ser estudadas”, pontuou.

Manzoni, por sua vez, pediu a palavra durante uma comissão geral que ocorreu no Plenário da Casa nesta quinta-feira (5/3). “Eu tenho sido muito procurado por veículos de imprensa sobre alguns aspectos relacionados ao Governo do Distrito Federal, BRB, Câmara Legislativa, Master e preciso dizer na Tribuna. Por isso pedi esse tempo para falar de alguns assuntos que são muito relevantes”, começou.

Manzoni, então, criticou a aprovação do projeto de capitalização do Banco de Brasília, cobrou esclarecimentos de Ibaneis sobre a situação do BRB e declarou a saída da base aliada.

“Se fazer oposição ao que é escuso, o que não é certo, o que é errado, o que penaliza a população, se fazer oposição a tudo isso é fazer oposição ao governo Ibaneis, então eu farei”, declarou.

Manzoni também explicou o motivo de ter votado contra a proposta do GDF e declarou que não abrirá mão dos seus princípios. “A dívida que é hoje do BRB vai passar para o Distrito Federal”, afirmou.

Manzoni disse ainda que ao ligar para o governador do DF teria sido xingado: “Fui ofendido por ele, a honra da minha mãe foi ofendida. Como se xingar fosse mudar a situação do BRB. Eu não tenho medo de xingamento, de retaliação, de punição. […] Ao me mandar para pqp, ele está mandando o povo de Brasília para pqp”.

“Quando julguei que um projeto ia contra o que eu acredito, eu votei contra. Agora o que não é possível admitir é que o GDF e o governador Ibaneis Rocha queiram que todos se coloquem de joelhos diante dele, e quando contrariado ele pune, retalia, ofende. A não ser que ele seja o rei de Brasília, que não pode ser contrariado. As coisas não funcionam assim. Eu respeito o parlamento e vou continuar respeitando”, finalizou o parlamentar.

Ao Metrópoles, Rogério Morro da Cruz (PRD), que também votou contra a aprovação do projeto de capitalização do BRB, disse que analisa a permanência na base: “Projeto que for bom para o DF eu votarei junto com o governo ou não”.

Exonerações

Após a aprovação do Projeto de Lei, na terça-feira (3/2), o governador Ibaneis Rocha (MDB) exonerou dezenas de pessoas ligadas a deputados que votaram contra a proposição. As exonerações atingiram indicações de Thiago Manzoni (PL) e Rogério Morro da Cruz (PRD) que ocupavam cargos de chefia em secretarias e administrações. A determinação foi publicada em edição extra do Diário Oficial do DF com os seguintes nomes:

  • o secretário de Projetos Especiais, Marcos Araújo Pinto Teixeira;
  • o administrador de São Sebastião, Roberto Medeiros Santos;
  • o administrador do Setor de Indústria e Abastecimento (SIA), Bruno Oliveira; e
  • o diretor presidente do Jardim Botânico de Brasília, Alan Freire Barbosa da Silva.

Na quarta-feira (4/3), novas demissões ocorreram. A reportagem apurou que, na data, os nomes eram indicados pelo deputado João Cardoso.

Foram exonerados:

  • o administrador de Sobradinho, Paulo Izidoro da Silva;
  • o administrador de Sobradinho 2, Diego Rodrigues Matos;
  • o chefe de gabinete da administração de Sobradinho 2, Marco Aurélio de Souza.
  • o assessor especial da Secretaria de Economia, Pedro Henrique Dorea Cardoso.

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