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Distrito Federal

Defesa diz ter solicitado atendimento médico antes de preso morrer na Papuda

Advogado de Arthur de Carvalho Vidal alegou que unidade prisional tinha conhecimento sobre o estado de saúde do detento que morreu nesta 3ª

, 16/06/2026 21:05, atualizado 16/06/2026 21:25
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Material obtido pelo Metrópoles
Defesa diz ter solicitado atendimento médico antes de preso morrer na Papuda

A defesa do homem de 24 anos que foi encontrado morto no Complexo Penitenciário da Papuda, nesta terça-feira (16/6), afirmou que já havia procurado a direção da unidade prisional para solicitar atendimento médico ao detento dias antes da sua morte.

De acordo com laudo expedido pelo Instituto Médico Legal (IML), a causa do falecimento de Arthur de Carvalho Vidal foi identificada como peritonite (infecção na cavidade abdominal), perfuração intestinal e aderências intestinais pós-cirúrgicas.

Segundo nota divulgada à imprensa, o advogado Willian Vasconcelos esteve no presídio na última semana para tratar da necessidade de assistência médica adequada ao custodiado.

A defesa afirma que o quadro de saúde do detento já era de conhecimento da administração penitenciária e defende a apuração de eventual responsabilidade pelo ocorrido.

“A apuração rigorosa é um direito da família, que merece saber se o falecimento decorreu de uma fatalidade inevitável ou de eventual omissão estatal”, diz trecho do documento.

Os advogados que representam a família de Arthur também afirmaram que vão acompanhar o andamento das investigações e “esperam que os fatos sejam esclarecidos com transparência, independência e celeridade”.

Socorro

De acordo com a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), os agentes penitenciários foram informados que um dos detentos estava passando mal dentro de uma cela no Centro de Detenção Provisória (CDP).

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi chamado para prestar socorro, mas a equipe médica constatou o óbito do detento no local.

Segundo o boletim de ocorrência, o corpo não apresentava sinais aparentes de violência. De acordo com o delegado Ronney Matsui da 30ª Delegacia de Polícia, responsável pelo caso, a investigação vai analisar se houve morte natural, omissão ou ainda violência intencional.

O caso foi registrado como localização e remoção de cadáver e morte de pessoa presa sob custódia do Estado.

O que diz a Seape-DF

A reportagem procurou a Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal (Seape-DF) para comentar as alegações da defesa e aguarda retorno.

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