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Distrito Federal

Crime da 113: julgamento de Adriana Villela é adiado para agosto

Processo no STJ havia sido suspenso após pedido de vista do presidente da 6ª Turma. Corte retomaria julgamento nesta terça e adiou novamente

, , 09/06/2025 10:06, atualizado 09/06/2025 11:18
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Rafaela Felicciano/Metrópoles
Julgamento crime da 113 sul triplo homicídio Adriana Villela Metrópoles

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) remarcou novamente a retomada do julgamento do recurso da defesa de Adriana Villela (foto em destaque) contra a condenação da arquiteta pelo Tribunal do Júri a 61 anos de prisão. Ela é apontada como mandante do triplo homicídio dos pais e da funcionária da família, conhecido como Crime da 113 Sul.

A Corte voltaria a analisar o processo nesta terça-feira (10/6), mas decidiu adiar o julgamento para 5 de agosto, quando acontece a primeira sessão de julgamento das Turmas após o recesso dos ministros.

O adiamento foi feito a pedido da defesa de Adriana, que é encabeçada pelo advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay.

Pedido de vista

O caso e o pedido de cumprimento imediato da sentença começaram a ser julgados em março de 2025, mas o ministro Sebastião Reis Junior, presidente da Sexta Turma, pediu vista.

Em 11 de março, o relator do processo, ministro Rogério Schietti, votou para que a condenação de Adriana seja mantida e foi favorável à prisão imediata da arquiteta.

“A maioria dos juízes populares considerou que as provas da acusação indicavam a autoria dos crimes indicados. Desse modo, concluo que deve ser preservado o resultado”, declarou Schietti, mantendo a decisão do júri popular, que condenou Adriana Villela em 2019.

Ainda segundo o relator, mesmo que “haja divergência entre as provas, deve prevalecer a decisão do júri”. “Não vejo qualquer possibilidade de rever qualquer posição dos jurados.”

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Crime da 113 Sul teve novos desdobramentos este ano
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Ela chorou ao ouvir a decisão de condenação no Tribunal do Júri
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kakay, advogado de defesa de Adriana Villela
Adriana Villela, condenada como mandante do assassinato dos pais e da funcionária do casal, é arquiteta e mestre em desenvolvimento sustentável
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Adriana Villela, condenada como mandante do assassinato dos pais e da funcionária do casal, é arquiteta e mestre em desenvolvimento sustentável

Igo Estrela/Metrópoles
Crime da 113 Sul teve novos desdobramentos este ano
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Crime da 113 Sul teve novos desdobramentos este ano

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Ela chorou ao ouvir a decisão de condenação no Tribunal do Júri
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Ela chorou ao ouvir a decisão de condenação no Tribunal do Júri

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kakay, advogado de defesa de Adriana Villela
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kakay, advogado de defesa de Adriana Villela

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Carolina Villela, filha de Adriana
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Carolina Villela, filha de Adriana

BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
Promotor de Justiça Marcelo Leite Borges, que atuou no caso de Adriana
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Promotor de Justiça Marcelo Leite Borges, que atuou no caso de Adriana

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

O Crime da 113 Sul

  • Em agosto de 2009, José Guilherme, Maria e Francisca foram mortos no apartamento da família, no sexto andar de um prédio na 113 Sul.
  • As vítimas foram golpeadas com mais de 70 facadas pelos autores do crime.
  • No julgamento de 2019, o porteiro do prédio à época, Paulo Cardoso Santana, foi condenado a 62 anos de prisão por ter matado as vítimas. Considerados coautores, Leonardo Campos Alves teve pena fixada em 60 anos e Francisco Mairlon, em 55.
  • Metrópoles contou o caso com riqueza de detalhes no podcast Revisão Criminal. Em sete episódios, as teses da defesa e da acusação foram explicadas com profundidade.

Defesa

Os advogados de Adriana pediam que a Corte anulasse o júri que condenou a arquiteta a mais de 60 anos pela morte dos pais e da empregada da família. Os advogados Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, e Marcelo Turbay, que fazem a defesa da ré, alegam que houve parcialidade de uma das juradas – a mulher se manifestou nas redes sociais contra o advogado da defesa e mentiu perante o juiz.

A defesa entende que a investigação foi desastrosa e não considerou provas que, segundo os advogados, inocentariam Adriana, como o fato de ela ter enviado um e-mail do computador de sua casa a amigos na hora em que a acusação aponta que a arquiteta estaria na residência dos pais.

MPDFT

O Ministério Público do Distrito Federal e dos Territórios (MPDFT) pediu que seja considerada a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que entendeu que os tribunais do júri – nos quais ocorrem os júris populares – têm soberania para decidir sobre a execução imediata de penas impostas aos condenados.

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