Veja íntegra do voto de ministro que pediu a prisão de Adriana Villela

Rogério Schietti, ministro do STJ, acredita que a decisão do júri tem de ser mantida. Após pedido de vista, caso foi adiado por 60 dias

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Julgamento Crime 113 sul - STJ
1 de 1 Julgamento Crime 113 sul - STJ - Foto: STJ

Durante julgamento do recurso interposto pela defesa de Adriana Villela, nesta terça-feira (11/3), o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Rogério Schietti (foto em destaque) votou para para que se mantenha a condenação do Tribunal de Justiça (TJDFT), que prevê 61 anos de prisão à arquiteta por mandar matar os pais e a empregada da família, e que ela seja presa imediatamente.

O presidente da sexta turma do STJ, Sebastião Reis, porém, pediu vista, e o julgamento será retomado em até 60 dias (com possibilidade de prorrogação por mais 30).

Relator do processo, Schietti começou o voto ressaltando que o julgamento desta terça-feira (11/3) não é um “terceiro julgamento”, mas sim “um julgamento respeitando a lei”.

Depois, rebateu as possíveis nulidades citadas pela defesa de Adriana Villela e criticou a Polícia Civil (PCDF), que cometeu uma sucessão de erros e irregularidades na investigação do caso, que ficou popularmente conhecido como o Crime da 113 Sul.

“A falta de higidez das investigações encontra eco nos lamentáveis fatos que marcaram a Polícia Civil, como erros e desvios éticos, comprometedores de algumas provas. Esses episódios evidenciam o quão longe estamos de ter um controle interno e externo que permita ter uma investigação mais transparente”, disse o relator.

Por fim, Schietti se dedicou a falar do júri popular que condenou Adriana Villela. O relator concluiu que “deve ser preservado o resultado” do júri porque “a maioria dos juízes populares considerou que as provas da acusação indicavam a autoria dos crimes que lhes foram indicados”.

“Ainda que haja divergência entre as provas, deve prevalecer a decisão do júri”, declarou. “Não vejo qualquer possibilidade de rever qualquer posição dos jurados.”

O ministro argumentou que “os jurados decidem por senso de Justiça, não amparados por razões estritamente jurídicas, de modo sigiloso e sem possibilidade de comunicação entre eles, os julgadores”. E concluiu: “Se as provas indicam duas soluções possíveis, a decisão do jurado que opte por qualquer uma delas não pode ser considerada arbitrária e contrária à prova dos autos”.

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Relator, ministro Rogerio Schietti
Ministro Rogerio Schietti Cruz, relator do recurso de Adriana Villela no STJ
Sexta Turma do STJ julga recurso de Adriana Villela
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Sexta Turma do STJ julga recurso de Adriana Villela
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Sexta Turma do STJ julga recurso de Adriana Villela

Gustavo Lima/STJ
Relator, ministro Rogerio Schietti
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Ministro Rogerio Schietti Cruz, relator do recurso de Adriana Villela no STJ
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Ministro Rogerio Schietti Cruz, relator do recurso de Adriana Villela no STJ

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Sexta Turma do STJ julga recurso de Adriana Villela
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O que acontece após a suspensão?

Com o pedido de vista por parte do ministro Sebastião Reis, o julgamento deve ser retomado em até três meses.

Apesar do voto do relator para a prisão imediata, a defesa da arquiteta ainda está otimista quanto ao resultado final que se dará no STJ. O advogado Antônio Carlos de Castro, o Kakay, afirmou que está na expectativa dos posicionamentos dos demais ministros. “Queremos os outros quatro votos”, disse, após o julgamento.

O advogado acrescentou que vai pegar os pontos do voto do relator Schietti para fazer um memorial. “É um ministro muito técnico, que julgou o júri soberano na decisão, mas apontou as inconsistências no julgamento”, ressaltou.

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