Cozinheiras do HBDF entram em greve e alegam atrasos no 13º e férias

Trabalhadoras também denunciam suposto atraso nas férias. A Salutar, empresa responsável pelo serviço, afirma que os pagamentos estão em dia

atualizado 01/12/2022 11:38

Cozinheiras - Metrópoles Material cedido ao Metrópoles

Alegando estar com atrasos no pagamento da 1ª parcela do 13º e das férias, um grupo de cozinheiras e copeiras do Hospital de Base cruzaram os braços, nesta quinta-feira (1º/12). O serviço de alimentação é feito pela Salutar. A empresa nega os atrasos.

Veja a paralisação:

As funcionárias gravaram o protesto, no qual demonstrar a insatisfação: “Aí o pessoal todo parado. Porque não recebeu férias, a 1ª parcela do 13º. Dois anos e três meses sem férias. E o pessoal não dá uma satisfação para ninguém”, contou a narradora da gravação.

O Base é gerido pelo administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica da Saúde do Distrito Federal (Iges-DF). O contrato tem sido marcado por constantes atritos.

Mas, após uma intervenção do Ministério Público Distrito Federal e Territórios (MPDFT) a situação foi temporariamente pacificada. As partes inclusive assinaram um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC).

Quadro grave

Segundo o deputado distrital Chico Vigilante (PT), a questão ainda é grave. O parlamentar criticou a postura da Salutar e entrou em contato com a direção do Iges-DF. Vigilante pretende solicitar ao governador Ibaneis Rocha (MDB) a revisão do contrato. “O que não pode é os pacientes passarem fome”, afirmou.

O que o Iges-DF diz

Segundo o Iges-DF, em nota enviada ao Metrópoles, o pagamento com a empresa Salutar está em dia, tendo inclusive adiantado parcelas.

“Como o contrato com a empresa é fiscalizado pelo MPDFT, todas as notificações de descumprimento contratual serão encaminhadas para a empresa e para o MPDFT”, pontuou o Iges-DF.

Posicionamento da Salutar

A reportagem entrou em contato com o presidente Salutar, Waldenes Barbosa sobre a situação. Segundo a empresário, não há atrasos nos pagamentos para as funcionárias. A situação estaria regular.

“A posição da empresa é que estamos com os salários em dia e os pagamentos do 13º estão em processamento. Hoje foram feitos muitos e ao longo do dia serão finalizados. Não há razão nenhuma para paralização”, afirmou.

Do ponto de vista do empresário, a greve desta quinta (1º) é formada por um grupo minoritário e, caso seja comprovada irregularidade no ato, medidas como advertência, afastamento e até demissão poderão ser tomadas.

TAC

De acordo com Barbosa, o TAC previa que o Iges fizesse o pagamento de R$ 7 milhões por mês para a empresa. Mas, segundo o empresário, a Salutar estaria recebendo em média R$ 2 milhões a menos, desde de agosto.

Por conta dessa divergência, haverá uma nova rodada de negociação junto como MPDFT. Segundo Barbosa, atualmente a empresa está também com vale-transporte e ticket alimentação em dia.

Segundo a empresa, haveria apenas alguns casos isolados e pontuais de atraso de encargos. Mas em reunião com Ministério Público do Trabalho do DF (MPT-DF) nesta quarta-feira (31/11), a empresa teria selado o compromisso de regularizar a situação em até 60 dias.

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