Garçom sobre tiros dentro do Hospital de Base: “Todo mundo correu”

Uma mulher teria tentado matar um homem com uma faca, momento em que um policial civil sacou a arma e disparou contra ela

atualizado 01/10/2022 21:00

Igo Estrela/Metrópoles

Os tiros dados por um policial civil para evitar uma tentativa de homicídio dentro do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), na noite deste sábado (1/10), foram presenciados por um garçom de 22 anos que estava aguardando a esposa do lado de fora da emergência. Ele relatou ao Metrópoles ter havido correria na área externa da unidade de saúde após ouvir o disparo de arma de fogo.

“Eu estava sentado aqui esperando a minha mulher, que quebrou o dedo, e vi que chegou um homem esfaqueado. Já um tempo depois, umas 19h, chegou o casal e tentou entrar pela outra portaria”, relata o jovem, que pediu para não ter o nome revelado.

“Depois, voltaram e entraram por essa primeira portaria. Cerca de 15 minutos depois, ouvi o tiro. Todo mundo saiu correndo”, completa. Já dentro do Hospital de Base, a esposa do garçom, que estava sendo atendida, disse que as pessoas tentaram se proteger dentro dos consultórios.

“Levei um susto. Todo mundo ficou apavorado e começou a entrar nas clínicas”, contou a jovem de 20 anos que também pediu para não ser identificada.

Briga

Tudo teria começou com uma discussão entre pessoas em situação de rua. Um casal esfaqueou um homem, que foi à unidade de saúde em busca de atendimento. Durante a briga, o companheiro da moradora de rua também teria se ferido e, quando chegou à emergência do Base, encontrou o rival lá. Enfurecida, a mulher teria partido para cima do homem e tentado esfaquear ele novamente.

Um policial civil, que estava no local acompanhando o sogro, interveio e tentou impedir a ação da suspeita, que insistiu na investida. Para resguardar a segurança dos pacientes que estavam no local, após diversas ordens de rendição, o agente abriu fogo e atingiu a jovem, que morreu na hora.

Em nota, o Iges-DF confirmou a ocorrência, registrada dentro do hospital administrado pelo instituto. A Polícia Militar do DF (PMDF) atuou no caso, que será investigado pela Corregedoria da Polícia Civil do DF (PCDF).

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