Covid-19: Papuda lidera ranking de presos contaminados no país

Com relação aos casos suspeitos, o Distrito Federal cai para terceiro lugar, segundo dados disponibilizados pelo Depen

atualizado 15/04/2020 11:49

WILSON DIAS/AGÊNCIA BRASIL

Dados do Departamento Penitenciário Nacional (Depen) mostram que o Complexo Penitenciário da Papuda é o presídio que concentra o maior número de internos contaminados pelo novo coronavírus. Segundo o último balanço, divulgado na noite dessa quarta-feira (14/04), a capital tem 23 casos confirmados e está à frente de Ceará, Pernambuco e Pará. Cada região tem apenas um diagnóstico positivo para a Covid-19.

Com relação aos casos suspeitos, o Distrito Federal vai para terceiro lugar, com 23 internos que ainda aguardam a contraprova, ficando atrás de São Paulo, que tem 24 e Minas Gerais, com 49.

De acordo com o Depen, não há casos confirmados da doença no Presídio Federal de Brasília, onde estão presos líderes do Primeiro Comando da Capital (PCC), como Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola.

Sem casos graves
Nessa terça-feira (14/04), a Secretaria de Segurança do DF confirmou que 20 agentes penais e 23 internos testaram positivo para a doença na Papuda. Não há registros de casos graves entre eles.

Um dos agentes já se recuperou. Dos servidores diagnosticados, seis são do Centro de Detenção Provisória, (CDP), 11 do Centro de Internamento e Reeducação (CIR) e três do Presídio do Distrito Federal II (PDF-II). Dos internos, 10 são do CDP e 13 do CIR.

Nesta quarta-feira (15/04), tropas do Comando Militar do Planalto reforçarão o trabalho de desinfecção das celas do Complexo Penitenciário da Papuda para evitar a propagação do vírus.

A Vara de Execuções Penais (VEP) do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) concedeu, nessa terça-feira (14/04), regime de prisão domiciliar humanitário a 35 detentos do sistema prisional com doenças crônicas, incluídos no grupo de risco do novo coronavírus.

De acordo com nota da VEP, os casos foram analisados individualmente, com manifestação prévia do Ministério Público em cada um deles.

Ainda segundo a Vara de Execuções Penais, “entre os integrantes desse grupo, 35 pessoas tiveram recomendação médica de concessão de prisão domiciliar humanitária, por possuírem doenças graves com necessidade de tratamento contínuo fora da unidade prisional, como encaminhamento para sessões de hemodiálise, quimioterapia, ou outros tratamentos hospitalares de maior complexidade”.

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