Confira as linhas de ônibus alteradas com a interdição da Rodoviária

Coletivos que passavam pela plataforma superior estão sendo desviados, causando gargalo no entorno do terminal, que corre o risco de desabar

André Borges/Especial para o MetrópolesAndré Borges/Especial para o Metrópoles

atualizado 28/06/2019 14:00

Após a interdição da plataforma superior da Rodoviária do Plano Piloto, motoristas, passageiros e pedestres enfrentam o segundo dia de mudanças na região. No começo da manhã desta sexta-feira (28/06/2019), a reportagem registrou paradas improvisadas cheias e movimentação normal no fluxo de carros. O intenso tráfego de ônibus, porém, gerou pontos de engarrafamento no entorno do terminal.

O problema deve-se à alteração do trajeto, tendo em vista que os veículos pesados não podem acessar a plataforma superior. Somado a isso, todos os ônibus e caminhões precisam desviar o percurso passando pela lateral do Buraco do Tatu, nos dois sentidos.

No sentido sul-norte, acesso pelo Eixo L, os coletivos foram desviados para o Eixão logo após passarem pela parada da Galeria dos Estados, indo para o interior da Rodoviária. No sentido norte-sul, os ônibus deixaram de circular em frente ao Conjunto Nacional e Conic. Saem agora do Eixo W logo após passar pela parada da Galeria do Trabalhador e entrarão na rodoviária após fazerem o contorno pela alça viária.

Clique aqui para ver as linhas que estão proibidas de passar pela plataforma superior e confira quadro abaixo:
Reprodução

De acordo com o diretor de Policiamento e Fiscalização de Trânsito do Detran-DF, Francisco Saraiva, como o fluxo de ônibus na região já era intenso, esse tem sido o ponto onde está sendo registrado maior gargalo. “Foram desviadas 42 linhas na região. Cerca de 1 mil ônibus a mais estão passando por locais onde até mesmo antes das obras já eram congestionados. O problema é o espaço para todos eles. Sabemos o desconforto que isso causa, mas entendemos que essa é a melhor medida para a segurança dos pedestres e passageiros”, assinalou.

Saraiva considerou ainda que a operação ocorreu dentro da normalidade no primeiro dia de modificações, na quinta-feira (27/06/2019). “Tivemos um balanço positivo. Com a mudança emergencial, o esquema se mostrou eficiente. Fizemos alterações pontuais, melhoramos e reforçamos a sinalização tanto no asfalto como com as placas e faixas de pedestres e ainda adaptamos um sinal que antes não existia, para melhorar o fluxo de motoristas que seguem da Asa Norte para a Asa Sul.”

Ainda segundo o diretor de policiamento, as equipes do Detran também permanecem no local para auxiliar o fluxo. “Com toda a divulgação, a tendência é de que o trânsito melhore. Estamos orientando os motoristas a buscarem caminhos alternativos. Para aqueles que não precisarem acessar a região central, procurem outras vias para chegar a seus destinos. Consideramos que o fluxo está normal para o período e nada nos impede que façamos novas alterações, caso seja identificado maiores problemas no tráfego”, comentou Saraiva.

A estudante Priscilla Carmo, 22 anos, seguia para a Asa Norte e contou que, antes, pegava o ônibus em frente ao terminal na plataforma superior. “Me confundi aqui hoje. Estou há mais de 20 minutos esperando e o meu coletivo ainda não passou. Se for para atrasar a nossa vida, é ruim, né?”, reclamou.

O serralheiro Maycon Soares, 33, também precisou usar a parada provisória. “Eu vi sobre a reforma, mas não estava sabendo das mudanças das linhas de ônibus. Estou indo para Sobradinho e não consegui pegar lá em cima. Tive que descer”, relatou.

O governo decidiu interditar a Rodoviária do Plano Piloto após a Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap) apontar, em relatório, risco de desabamento. O terminal passará por uma avaliação completa de segurança. Segundo o secretário de Obras do Distrito Federal, Izídio Santos, engenheiros da Novacap, da Defesa Civil e fiscais de outros órgãos vão fiscalizar as condições estruturais de todo complexo de viadutos do terminal.

O risco de desabamento foi noticiado em primeira mão pela coluna Grande Angular, do Metrópoles. “A partir da detecção do risco entre o Conic e o Conjunto Nacional, intensificamos o monitoramento em toda a Rodoviária. Equipes da Novacap e Defesa Civil e outros engenheiros estão fazendo a inspeção nas demais vigas do complexo de viadutos”, disse o secretário.

As obras no local devem durar pelos próximos 90 dias, A princípio, o governo quer remanejar parte da verba da reforma que está em curso no terminal. O projeto envolve parte elétrica, drenagem, pisos e tetos, ao custo estimado de R$ 36.665.454,78. Entre idas e vindas, a obra no já dura sete anos e consumiu R$ 26 milhões.

Manutenção

Caso não tenha a autorização do Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF), o Executivo local pretende realocar recursos do Tesouro, a Fonte 100. De qualquer forma, o trânsito na região já foi alterado. “A obra que está sendo feita na Rodoviária é uma reforma. Então, ela envolve serviços que não têm nada a ver com a estrutura. A própria empresa que está realizando a obra detectou a fissura e nos avisou”, disse Izídio.

Após a detecção do problema na plataforma, a Novacap fez um laudo sobre a situação. Veja abaixo:

 

Nota Técnica – Rodoviária by Metropoles on Scribd

 

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