Comerciantes da região onde família do DF foi morta por Lázaro mudam rotina: "Medo"
Lázaro Barbosa, 32 anos, continua foragido e aterroriza moradores do DF e do Entorno. Polícia está em operação há 10 dias no Entorno do DF

A caçada a Lázaro Barbosa, 32 anos, entrou no 10° dia nesta sexta-feira (18/6). O homem é acusado de matar uma família no Incra 9, na quarta-feira da semana passada (9/6), e espalhar terror nas zonas rurais do DF e do Entorno.
Dez dias após o assassinato de pai, mãe e dois filhos na Fazenda Vidal, no Incra 9, a casa onde vivia a família está fechada, sem ninguém. O Metrópoles esteve no local, na manhã desta sexta, e conversou com pessoas que trabalham nas proximidades.
A chácara fica às margens da BR-070. A propriedade da família conta com uma floricultura, um restaurante e uma loja de serviços para poços artesianos, em frente à residência.
Uma estrada de barro leva ao terreno onde moravam Cleonice Marque, 43; o marido, Cláudio Vidal de Oliveira, 48; Gustavo Marques Vidal, filho mais velho do casal, de 21 anos; e Carlos Eduardo Marques Vidal, o caçula, de 15. Hoje, a residência está vazia. Com um portão principal aberto e outro, que parece trancar uma espécie de galpão, fechado com cadeado.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles DFA poucos metros, está o portão da chácara em que viviam outros parentes. No início desta tarde, familiares de Cláudio, alguns funcionários e caseiros estavam no local, limpando o terreno, mas não quiseram conversar com a imprensa.
Uma viatura da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) também passou pela propriedade, para fazer uma ronda. Ainda assim, o medo de quem trabalha na região é constante. Há cinco anos o restaurante em frente à casa dos Vidal é alugado para uma família, que pensa em deixar o estabelecimento. “Estamos com medo. Enquanto esse homem [Lázaro] não for preso, ficamos com medo”, comentou um funcionário, que pediu para não ser identificado.
Antes do último dia 9, o empreendimento funcionava até as 18h. Agora, fecha duas horas mais cedo, às 16h. “Nós pretendemos sair daqui agora, por conta dessa insegurança”, comentou o homem.
De um lado do restaurante, está a loja de poços artesianos, que fica aberta até 17h30. De outro, a floricultura da família assassinada por Lázaro, que agora permanece de portas fechadas. “Toda a família deles cuidava da floricultura. Agora, não temos mais visto ninguém [os outros parentes]. Só passam aí, mas não estão ficando mais”, disse o trabalhador do restaurante.
Buscas
O cerco policial montado pelas forças de segurança para tentar localizar o maníaco nesta sexta-feira (18/6). O efetivo se concentra no município de Girassol, em Goiás, local onde o criminoso trocou tiros com a polícia e voltou a se esconder na mata.
A Polícia Civil de Goiás divulgou vídeos que mostram a caçada ao assassino em série pela região. Conforme o Metrópoles revelou, durante as diligências, os agentes encontraram pelo caminho vários rituais supostamente deixados pelo psicopata.
Em diversos pontos dentro da mata, foram encontradas velas de sete dias e até pedaços de papel com o nome completo do criminoso. As autoridades desconfiam que o próprio suspeito tenha deixado as velas acesas para pedir proteção espiritual.
Os grupos policiais que fazem incursões na região encontraram uma vela de sete dias nas proximidades de um milharal. Em um dos locais de mata fechada, militares goianos também localizaram uma rã desossada, deixada ao lado de um facão. Parte do animal havia sido comida.
Veja imagens da vela deixada com o nome de Lázaro Barbosa:
Troca de tiros
A força-tarefa trocou tiros com o maníaco na tarde dessa quinta-feira (17/6), após ele ser visto nas proximidades da casa do pai. Dezenas de policiais civis e militares, além de viaturas e três helicópteros, foram mobilizados na operação. Um pouco antes do confronto, cães farejadores encontraram um pano ensanguentado, o que reforça a tese de que o criminoso estaria ferido.
A força-tarefa concentrada em capturar Lázaro Barbosa, 32 anos, continua as buscas pelo 10º dia seguido.
Lázaro é suspeito de ter cometido vários crimes no Distrito Federal, incluindo a chacina de uma família, e em outros estados. As polícias do DF e de Goiás montaram uma força-tarefa para encontrá-lo.
Segundo fontes policiais ouvidas pela reportagem no local da força tarefa, em Girassol, um proprietário de chácara relatou ter ouvido disparos durante a noite.
“A informação não foi confirmada. Estamos recebendo muitas informações e tentando filtrar a maioria delas. Provavelmente, foi outro barulho. A população está muito assustada”, disse o policial.
A polícia seguiu, por cerca de seis horas, o córrego próximo à localização onde Lázaro foi visto pela última vez. Os cães permanecem no local, assim como o cerco em torno da mata.
Veja imagens das buscas a Lázaro:




































