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Distrito Federal

Começa o julgamento das acusadas de matar travesti Ághata Lios

A expectativa é de que o Tribunal do Júri estenda-se por dois dias. Vítima morreu assassinada a facadas, em janeiro de 2017, em Taguatinga

16/11/2021 21:31
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Reprodução/Facebook
Mulher de top rosa

O Tribunal do Júri de Taguatinga começou a julgar, nesta terça-feira (16/11), as cinco pessoas acusadas do homicídio qualificado da travesti Ághata Lios (foto em destaque), 23 anos. O crime ocorreu em 26 de janeiro de 2017, no interior do Centro de Distribuição dos Correios, em Taguatinga. O motivo seria uma briga por pontos de prostituição.

A expectativa é de que o julgamento estenda-se por dois dias. No total, o Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) arrolou 10 testemunhas.

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Carolina Andrade (registrada como Daniel Ferreira Gonçalves) foi denunciada por homicídio qualificado e roubo. Bruna Alencar (nome de nascimento Greyson Laudelino Pessoa) e Samira (Francisco Delton Lopes Castro) também respondem por homicídio.

Lohanny Castro (Deyvisson Pinto Castro), além da denúncia por homicídio, ainda teve acrescentado ao processo o crime de corrupção de menores. Por fim, Letícia Oliveira Santos é acusada de participação no crime ao emprestar a arma usada e de corrupção de menores.

Nesta terça, foram ouvidas cinco testemunhas e interrogadas as cinco rés. Na quarta-feira (17/11), a sessão será retomada com os debates entre acusação e defesa, com direito a réplica e tréplica.

Veja imagens da vítima:

Começa o julgamento das acusadas de matar travesti Ághata Lios - destaque galeria
9 imagens
A travesti costumava fazer ponto em Taguatinga Sul, local onde foi assassinada
A morte da travesti acabou revelando um grande esquema de prostituição no DF
Ágatha costumava viajar por todo o Brasil atrás de novos clientes
A polícia conseguiu identificar as cinco envolvidas no assassinato
A travesti era natural de Porto Velho (RO) e teria vindo para o DF para ganhar dinheiro com programas sexuais
Ágatha foi morta em 26 de janeiro de 2017 por um grupo de quatro travestis — a quinta envolvida é acusada de emprestar a arma do crime
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Ágatha foi morta em 26 de janeiro de 2017 por um grupo de quatro travestis — a quinta envolvida é acusada de emprestar a arma do crime

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A travesti costumava fazer ponto em Taguatinga Sul, local onde foi assassinada
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A travesti costumava fazer ponto em Taguatinga Sul, local onde foi assassinada

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A morte da travesti acabou revelando um grande esquema de prostituição no DF
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A morte da travesti acabou revelando um grande esquema de prostituição no DF

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Ágatha costumava viajar por todo o Brasil atrás de novos clientes
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Ágatha costumava viajar por todo o Brasil atrás de novos clientes

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A polícia conseguiu identificar as cinco envolvidas no assassinato
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A polícia conseguiu identificar as cinco envolvidas no assassinato

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A travesti era natural de Porto Velho (RO) e teria vindo para o DF para ganhar dinheiro com programas sexuais
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A travesti era natural de Porto Velho (RO) e teria vindo para o DF para ganhar dinheiro com programas sexuais

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Antes de morrer, Ágatha teria suplicado por sua vida
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Antes de morrer, Ágatha teria suplicado por sua vida

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Os policiais identificaram que Ágatha tinha se desentendido com outra travesti, o que teria motivado sua morte
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Os policiais identificaram que Ágatha tinha se desentendido com outra travesti, o que teria motivado sua morte

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Outras tavestis tinham inveja da beleza de Ágatha e resolveram matá-la
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Outras tavestis tinham inveja da beleza de Ágatha e resolveram matá-la

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Segundo a denúncia do MPDFT, quatro delas teriam desferido golpes de faca e facão na vítima, causando ferimentos que a levaram à morte. O órgão informou ainda que a motivação da morte foi caracterizaria por motivo torpe, cruel e com emprego de meios que dificultaram a defesa da vítima.

Letícia Oliveira Santos é a única entre as acusadas que responde em liberdade. As demais estão presas provisoriamente.

Julgamento

Inicialmente, o júri estava marcado para 17 de fevereiro de 2020, mas foi alterado para 23 de março após pedido da defesa para análise de provas. Em virtude da pandemia e das medidas de isolamento impostas à época, o julgamento acabou adiado e remarcado para esta terça-feira.

O acesso à audiência é restrito às partes do processo, ainda em virtude da pandemia, das medidas de segurança sanitárias e do distanciamento social decorrentes da Covid-19.