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Distrito Federal

CLDF: oposição critica discurso positivo de Ibaneis sobre a Saúde

Distritais atacam atendimento e atuação do Iges-DF. Governistas entram em campo para falar que aconteceram avanços em um ano

Suzano Almeida05/02/2020 17:37, atualizado 05/02/2020 18:50
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CLDF/Divulgação
CLDF: oposição critica discurso positivo de Ibaneis sobre a Saúde

O discurso do govenador Ibaneis Rocha (MDB), na sessão de abertura dos trabalhos da Câmara Legislativa (CLDF) na terça-feira (04/02/2020), foi o principal assunto entre os deputados distritais da base e da oposição nesta quarta-feira (05/02/2020).

A líder do bloco Democracia e Resistência, Arlete Sampaio (PT), atacou o discurso do titular do Palácio do Buriti sobre a Saúde. A parlamentar falou sobre os problemas de atendimento nas unidades básicas de saúde, cenário que o governo afirmou estar melhorando com a aprovação da ampliação do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde (Iges-DF).

Leandro Grass (Rede) foi outro a investir contra o Iges-DF. O parlamentar afirmou haver diversas irregularidades na contratação de funcionários e nas compras. Para o deputado, o instituto caminha para repetir erros do passado, como os que ocorreram no Instituto Candango de Solidariedade. O distrital ainda soltou uma carta aberta contrapondo pontos como reformas em escolas, privatizações, segurança e assistência social.

O petista Chico Vigilante atacou a construção de escolas com módulos – uma forma mais barata de edificação – para colocar alunos de regiões mais pobres. “Vê se o rico aceita colocar o filho dele em uma escola dessas? Isso só pode para o filho do pobre. Que construa uma escola decente”, disparou.

Defesa

O primeiro a defender o posicionamento contrário à fala de Ibaneis foi o líder do governo na CLDF, Claudio Abrantes (PDT). De acordo com o parlamentar, a gestão anterior – de Rodrigo Rollemberg (PSB) – passou quatro anos arrumando a casa, enquanto a atual administração em um ano havia avançado em assuntos considerados problemáticos.

“Temos que admitir que esse governo é de ação. Havia duas delegacias fechadas em Ceilândia. Usando o modelo da Polícia Militar, o governador determinou o envio de um projeto criando o serviço voluntário também para os policiais civis. Temos investimentos em diversas áreas. Foi apenas o primeiro ano, mas avançamos em muitos pontos”, defendeu Abrantes.

Audiência de custódia

A defesa da audiência de custódia, nesta quarta-feira (05/02/2020), por parte do deputado distrital Fábio Felix (Psol), abriu debate sobre o assunto. O parlamentar criticou a fala do governador Ibaneis Rocha (MDB) no dia anterior, mas acabou sendo rebatido por dois membros das forças de segurança: Abrantes (PDT) e Hermeto (MDB).

Segundo Fábio Felix, o ataque do governador à audiência de custódia lotaria as cadeias do Distrito Federal. Para o parlamentar, o Estado deveria promover políticas de educação e de segurança em conjunto com a comunidade de forma preventiva, e não repressiva.

Logo, o oposicionista foi rebatido pelo líder do governo na Câmara distrital, Claudio Abrantes, que é da Polícia Civil. “Como deixar livre uma pessoa que coloca uma arma na cabeça de outra para roubar, quase transformando um assalto em latrocínio? O cidadão demora mais tempo para voltar do que o bandido”, frisou o pedetista.

Em seguida, foi a vez do sargento reformado da Polícia Militar Hermeto. “O policial passa a noite toda na rua trabalhando, patrulhando e prendendo para, no outro dia, o bandido estar solto. A audiência de custódia precisa ser melhor discutida, pois do jeito que está desanima os policiais a fazerem as prisões necessárias”, rebateu o emedebista.

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