CLDF adia votação de PL que retira imóveis da lei de socorro ao BRB

Texto entrou na pauta da Sessão Ordinária dessa terça-feira (28/4), mas teve votação adiada por falta de quórum

atualizado

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1 de 1 BRB - Metrópoles - Foto: KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo

Deputados distritais adiaram a análise de um projeto de lei que retira dois imóveis públicos da normativa que estabeleceu medidas para capitalização do Banco de Brasília (BRB). O documento remove a Gleba A da Serrinha do Paranoá, e outro terreno localizado no SIA, do rol de imóveis utilizados como aporte para recompor o capital do banco.

Encaminhado pelo Governo do Distrito Federal (GDF), o texto entrou na pauta da Sessão Ordinária da Câmara Legislativa (CLDF) dessa terça-feira (28/4), após acordo para votação. Por falta de quórum, porém, a apreciação do projeto foi postergada.

Durante a sessão, apenas deputados da oposição ao GDF permaneceram no Plenário. Deputados da base, por outro lado, registraram presença e se retiraram do local. No fim da reunião, restaram apenas cinco distritais no salão.

Pedido a Lula

Mais cedo, como mostrou a coluna Grande Angular, a governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), disse pedirá ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), aval do Tesouro para empréstimo ao BRB.

O ofício que solicitará colaboração do governo federal será encaminhado a Lula nesta quarta-feira (29/4). O objetivo é liberar com mais rapidez o empréstimo que o BRB tenta obter no Fundo Garantidor de Crédito (FGC) ou com consórcio de bancos. O GDF dará bens como garantia, segundo Celina.

O Metrópoles apurou que Celina vai citar risco de colapso financeiro em outros bancos. “A gente espera que ele tenha a sensibilidade”, disse a governadora.

Em agenda na manhã dessa terça-feira (28/4), Celina reafirmou que acredita que o pedido será atendido e espera que o assunto seja tratado “com respeito e institucionalidade que a situação demanda”.

Crise financeira

A sociedade de economia mista enfrenta a pior crise financeira da história após prejuízos nos negócios com o Banco Master. Auditoria interna contratada pela nova gestão apontou que R$ 13,3 bilhões das carteiras adquiridas eram “total ou majoritariamente desprovidos de lastro”.

Segundo documento da assessoria legislativa da Secretaria de Economia anexado ao pedido, “a alteração pretendida é medida que se impõe para corrigir erro na indicação dos referidos imóveis, os quais não poderiam o atingir o objetivo da lei de recomposição, reforço ou ampliação do patrimônio líquido e do capital social da instituição financeira BRB”.

O banco precisa aumentar o capital – e tenta obter empréstimo de R$ 6,6 bilhões para isso, usando bens do GDF como garantia –, além de reforçar a liquidez por meio da venda de ativos.

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