“Chorava muito”, diz PM sobre atendimento a estudante estuprada na UnB

Caso ocorreu na última sexta-feira (8/7) quando a vítima saía do Restaurante Universitário (RU). Suspeito nega crime

atualizado

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Matheus Veloso/Metrópoles
Coletivo Juntas organizou manifestação na UnB com o intuito de reivindicar mais segurança às mulheres e repudiar a violência na instituição, após estudante ser estuprada no Campus Darcy Ribeiro, na Asa Norte. Na foto, alunas marcham com cartazes em repúdio à violência e machismo - Metrópoles
1 de 1 Coletivo Juntas organizou manifestação na UnB com o intuito de reivindicar mais segurança às mulheres e repudiar a violência na instituição, após estudante ser estuprada no Campus Darcy Ribeiro, na Asa Norte. Na foto, alunas marcham com cartazes em repúdio à violência e machismo - Metrópoles - Foto: Matheus Veloso/Metrópoles

A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) prestou o primeiro atendimento à estudante de 18 anos que foi estuprada na Universidade de Brasília (UnB). Segundo a corporação, a vítima chorava muito quando a equipe chegou ao local.

“A PMDF foi acionada na noite de sexta-feira, 08/07. Chegando ao local se deparou com a vítima chorando muito e relatando ter sido vítima de estupro. A equipe policial encaminhou a vítima até a DEAM para registro da ocorrência e investigação”, diz a PMDF em nota.

O caso ocorreu na última sexta-feira (8/7) por volta das 20h  após a vítima deixar o Restaurante Universitário (RU), no Campus Darcy Ribeiro, na Asa Norte.

O suspeito teria rendido a jovem com uma espécie de canivete. O ataque ocorreu por trás, em um trecho escuro e pouco movimentado entre o RU e o Instituto Central de Ciências (ICC). A jovem teria tentado gritar, mas o criminoso, segundo contou a vítima, tampou a boca dela e encostou a arma na barriga. Em seguida, levou a aluna para um local ermo e a abusou sexualmente.

Durante o estupro, três estudantes passaram pelo local, o que obrigou o acusado a interromper o ataque. Em seguida, ele encostou o canivete novamente na barriga da vítima para impedi-la de pedir socorro. Mas, ao se afastar um pouco do corpo dela, a jovem conseguiu se desvencilhar dele, pegou a mochila e saiu correndo. A estudante conseguiu chegar até a sala de aula e pediu ajuda a um professor, que acionou a PMDF.

O suspeito se entregou à Polícia Civil do DF (PCDF), mas negou o crime. Não foram informados detalhes do relato.

Repúdio

Em nota, a instituição afirmou que “qualquer tipo de assédio, abuso ou violência sexual é inaceitável e precisa ser rigorosamente punido.”

Estudantes, professores, servidores e integrantes de movimentos sociais da Universidade de Brasília (UnB) reuniram-se na manhã desta segunda-feira (11/7) para reivindicar mais segurança às mulheres e repudiar a violência na instituição.

O protesto teve início às 12h, no local conhecido como Ceubinho, e seguiu até a Reitoria da UnB.

Nesta segunda-feira, alunos da universidade se reuniram em protesto, exigindo mais segurança no campus. O grupo marchou em direção à reitoria, carregando cartazes, usando megafones e gritando palavras de ordem.

Segurança

A universidade informou que deve implementar mais 16 totens com botões de emergência em lugares estratégicos dos campi. A tecnologia deve complementar o atual sistema de segurança.

“Colocamos câmeras em todos os campi, e estamos ampliando o nosso sistema de videomonitoramento, que conta com mais de 500 câmeras e tem ajudado a resolver crimes e a prevenir situações de perigo”, destacou.

Por fim, a UnB ressaltou que “o Campus Darcy Ribeiro é todo aberto e integrado com a Asa Norte. Assim, a Universidade também trabalha em articulação com a Polícia Civil, Polícia Federal, Polícia Militar e com o Corpo de Bombeiros para que tenhamos uma Universidade e uma cidade mais segura.”

O caso é investigado pela Delegacia Especial de Atendimento a Mulher (Deam).

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