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Distrito Federal

Casal suspeito de matar os próprios filhos é preso no DF

Segundo a PCDF, eles aplicavam insulina desnecessária nas crianças para tentar arrecadar dinheiro por meio de campanhas emotivas na internet

25/03/2019 18:46, atualizado 25/03/2019 19:40
Divulgação/PCDF
Casal suspeito de matar os próprios filhos é preso no DF

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) prendeu, na manhã de domingo (24/3), em Ceilândia, um casal suspeito de matar dois filhos e atentar contra a vida de outros dois. Segundo a PCDF, o homem, de 27 anos, e a mulher, de 34, faziam aplicações indevidas de insulina nas crianças para tentar arrecadar dinheiro com campanhas emotivas nas redes sociais.

De acordo com a corporação, eles foram detidos numa operação da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) que contou com apoio da Divisão de Operações Aéreas (DOA). Os dois estavam foragidos desde fevereiro, após decretação da prisão preventiva.

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O caso é investigado pela DPCA e o casal foi levado para a carceragem do Departamento de Polícia Especializada (DPE).

Morte de bebê
Em 2017, o caçula do casal, de apenas 2 meses, morreu após sofrer complicações no pâncreas em função da quantidade de insulina recebida. Ele chegou a ser levado com vida ao Hospital Universitário de Brasília (HUB), mas não resistiu.

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Há outros três inquéritos abertos contra os pais. Eles são suspeitos de causar a morte de outra filha, em 2015, ao empregarem o mesmo procedimento. Por este caso, chegaram a processar o Estado e ganharam indenização de R$ 70 mil. Alegaram à Justiça que a menina sofria de hiperinsulinismo congênito, doença que faz o pâncreas produzir o hormônio em grande quantidade, e que o Governo do Distrito Federal não prestou assistência necessária.

A equipe médica do HUB suspeitou da manipulação irregular de insulina e chamou a polícia. A mãe do bebê é acusada de injetar o medicamento e provocar a doença; e o pai, que é farmacêutico, de fornecer a substância. Ambos negam o crime.

Os filhos foram afastados e estão, atualmente, em um abrigo, sob proteção da Justiça.