Candidatos à Presidência da OAB-DF debatem na Câmara Legislativa
Compareceram à discussão os candidatos Délio Lins e Silva, Juliano Costa Couto e Paulo Roque

Cerca de 500 advogados lotaram o auditório da Câmara Legislativa do Distrito Federal na noite desta quinta-feira (22/10). Animado, o público assistiu ao primeiro debate à presidência da Ordem dos Advogados do Brasil no DF (OAB/DF).

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Ver todasEntre os temas selecionados, estiveram o exame da Ordem, a relação da entidade com partidos e outras instituições políticas, transparência interna, participação feminina, apoio a jovens advogados e a atuação da OAB/DF em temas de interesse nacional, como a reforma política.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles DFA greve dos servidores do Judiciário Federal, tema que pegou fogo nas redes sociais, não foi abordada pelos candidatos. Ao fim, entretanto, um grupo de oposição a Juliano Costa Couto ironizou o candidato com gritos que associavam a chapa dele aos grevistas do Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário e do Ministério Público da União no Distrito Federal (Sindjus-DF). Integrantes da chapa Somos Mais Ordem revidaram com vaias.

O assunto que mais despertou reação na plateia foi a redução da taxa de anuidades, sobretudo para advogados mais jovens. Nesta quinta-feira, Délio anunciou a proposta de uma taxa progressiva, a partir de R$ 50.
O projeto de Délio foi chamado de eleitoreiro por aliados de Juliano, que compararam a proposta à Tarifa Frejat. A proposta do ex-candidato às eleições do governo do Distrito Federal Jofran Frejat (PR) propunha reduzir a tarifa de ônibus para um real. Durante o debate, Juliano afirmou que analisaria a viabilidade do projeto para adotá-lo, caso o orçamento da entidade permitisse.
Assista à íntegra do debate transmitido ao vivo pelo Metrópoles:
Com o apoio de Ibaneis Rocha, atual presidente da entidade, Juliano levou o maior número de apoiadores ao evento. Em sua fala, ele reafirmou a contrariedade à reeleição na Ordem e elencou entre suas prioridades uma atuação mais presente junto aos tribunais e aprovação de uma lei federal em defesa das prerrogativas da advocacia.
A Ordem sempre foi de defesa, mas está na hora de partir para o ataque. Vou colocar um projeto de lei debaixo do braço e ir para o Congresso
Juliano Costa Couto
Herdeiro político do ex-presidente da entidade Francisco Caputo, Délio Lins e Silva engrossou o coro em defesa das prerrogativas. Ele também reforçou a importância da participação feminina e afirmou que sua chapa, a OAB Pró-Advogado, é a que mais agregou mulheres, com 41 inscritas.

Questionado sobre a atuação da OAB/DF no processo de reforma política, Délio afirmou que “já passa da hora de a entidade encampar essa luta”, mas evitou entrar em detalhes sobre sua posição quanto ao financiamento de campanha e outras particularidades.
Terceiro colocado na última disputa, em 2012, Paulo Roque reafirmou seu discurso de independência política e apartidarismo. Ele reconheceu, entretanto, a presença de filiados de diferentes partidos em sua chapa, a OAB Independente.

O advogado criticou a proliferação de cursos de direito de baixa qualidade e defendeu a realização de um pacto entre os candidatos para que não seja mais permitida, no DF, a abertura de novos cursos universitários na área.
Assim como os demais, Paulo Roque encampou a bandeira das prerrogativas. “Diante dessa omissão, criou-se um novo tipo de acusação: o acusado de advogar. Nós somos os protagonistas da Justiça, não podemos ficar de cabeça baixa.”
O Metrópoles reuniu as principais bandeiras apresentadas pelos três candidatos. Conheça aqui as propostas.



