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Distrito Federal

BRB: saiba como descobrir descontos irregulares feitos pelo banco

Cerca de 3,5 mil contas de aposentados tiveram desvios financeiros, valor pode ultrapassar R$5 milhões; polícia civil investiga

24/06/2026 04:00
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Igo Estrela/Metrópoles
BRB: saiba como descobrir descontos irregulares feitos pelo banco

Nessa terça-feira (23/6), uma investigação da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) apontou que cerca de 3,5 mil contas de aposentados e pensionistas no Banco de Brasília (BRB) podem ter sido alvo de um esquema de desvio financeiro praticados por um grupo de criminosos. O valor desviado chega a mais de R$ 5 milhões.

O delegado Henry Galdino, diretor da Divisão de Defraudações e Falsificações da PCDF, contou que é importante que aposentados que suspeitem ter sido alvos do esquema chequem o extrato bancário desde 2024 — ano em que os desvios começaram — para verificar se teve alguma cobrança indevida. 

Ainda segundo o delegado, o valor do débito deve estar na casa dos R$ 40. A PCDF também pede que, em casos de suspeita, seja registrado um boletim de ocorrência. 

“Eles devem olhar os extratos, conferir os extratos de 2024 para cá, ver se tem algum desconto de associação, né? Alguma despesa associativa num valor pequeno, 40 e poucos reais. E devem fazer o boletim de ocorrência”, afirmou ao Metrópoles.

Entenda como desvios eram feitos

De acordo com as investigações da PCDF, associações firmavam contratos para autorizar débitos automáticos em benefícios previdenciários sem comprovação adequada da manifestação de vontade dos titulares das contas. Em diversos casos analisados, as vítimas afirmaram nunca ter autorizado os descontos.

Segundo os investigadores, servidores do BRB também podem estar envolvidos no desvio. O Banco divulgou, ainda nesta terça, que afastou três servidores após a operação da polícia civil ser realizada. 

Para dar aparência de legalidade às transações e dificultar a identificação das fraudes, o grupo entrava em contato telefônico com aposentados e pensionistas. Em seguida, produzia transcrições falsas dessas ligações, simulando que os clientes haviam autorizado os débitos em suas contas.

Sete pessoas foram presas durante a operação — todos ligados às associações que teriam firmado contratos para autorizar débitos automáticos nas contas dos beneficiários. Os três servidores do banco também foram conduzidos para delegacia para prestar esclarecimentos.

Ainda de acordo com a investigação da PCDF, essas associações foram criadas apenas para a aplicação dos golpes. Entre as entidades está o Centro de Assistência e Integração dos Servidores Públicos (Cassisp).


Outras cinco também foram alvos da operação, são elas:

  • Sociedade Beneficente dos Servidores Públicos do Governo do Distrito Federal (SBSP);
  • Associação dos Servidores Públicos, Pensionistas e Aposentados do Governo do Distrito Federal (Aspjub);
  • Centro de Assistência e Integração dos Servidores Públicos do Governo do Distrito Federal (Cassispub);
  • Mão Amiga;
  • Associação Núcleo de Proteção e Crédito aos Servidores Públicos (Cobjud).

O BRB afirmou em nota que as investigações não dizem respeito à atual administração do banco e que “quaisquer fatos irregulares identificados serão punidos com os rigores cabíveis, dentro dos procedimentos normativamente estabelecidos”. 

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