Associações foram criadas para fraudar contas no BRB, diz PCDF. Veja vídeo
Segundo a investigação, as entidades firmaram contrato com o BRB para os descontos irregulares; entre as entidades está a Cassisp

As associações responsáveis pelos débitos associativos realizados sem autorização em contas de aposentados e pensionistas do Governo do Distrito Federal (GDF) foram criadas apenas para a aplicação dos golpes. Entre as entidades está o Centro de Assistência e Integração dos Servidores Públicos (Cassisp).
É o que apontou a investigação da Coordenação de Repressão aos Crimes Contra o Consumidor, a Propriedade Imaterial e a Fraudes (Corf), da Polícia Civil do Distrito Federal, que deflagrou, na manhã desta terça-feira (23/6), a Operação Parasita para investigar as fraudes contra correntistas do Banco de Brasília (BRB).
Sete pessoas ligadas às associações foram presas durante a operação. Destas, três tinham participação em outras investigações da Polícia Federal de fraudes no INSS. “Praticamente todos os presos tinham passagens por crimes da mesma natureza. Três alvos tinha participação com as investigações da Polícia Federal”, destacou o delegado Henry Galdino.
Segundo a investigação, as associações foram criadas em 2024 e as denúncias começaram a chegar ao Ministério Público do Distrito Federal e dos Territórios (MPDFT) na esfera do consumidor, tanto por meio da promotoria, quanto por meio do Instituto de Defesa do Consumidor (Procon), no final de 2025 e início de 2026.
“Conseguimos por meio de uma liminar suspender os descontos da principal associação fraudulenta: a Cassisp”, explicou o promotor da Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor do MPDFT, Leonardo Jubé.
De acordo com o delegado Daniel Malvazzo, cerca de seis associações firmaram um contrato de débitos automáticos (CDA) com o BRB para fazer os descontos nas contas dos correntistas. O foco do golpe eram pensionistas e aposentados do GDF.
Segundo o delegado Henry Galdino, as entidades ofereciam serviços jurídicos e de lazer, entretanto não cumpriam os serviços prometidos, apenas faziam os descontos que tinham valor médio de R$ 40.
A PCDF apontou que mais de 3,5 mil contas podem ter sido afetadas pelo esquema. O prejuízo inicial estimado ultrapassa R$ 5 milhões, mas a expectativa é aumentar com o avanço das investigações.
Operação
Deflagrada na manhã desta terça-feira (23/6), a Operação Parasita cumpriu quatro mandados de prisão temporária, três de prisão preventiva e 10 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e em Minas Gerais.
No DF, as diligências ocorrem em regiões como Plano Piloto, Asa Sul, Asa Norte, Recanto das Emas, Brazlândia e Jardim Botânico. Em Minas Gerais (MG), os mandados foram nas cidades de Belo Horizonte e Igaratinga.

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